terça-feira

Mafagafagos (mefistófeles fosfalecídeos ferruginosos)

Então, eu lembrei que as coisas não são difíceis.
Então, eu lembrei as coisas apenas são
Então, eu parei. Não porque podia. Mas por precisar.
Lembrei que é nem tanto à terra, nem tanto ao mar.





E indo, indo indo, acabei fondo, e pra finalizar no melhor estilo
''que porra é essa??", achei isso: grande pra caráleo e dá preguiça de ler







(...)Nem reza de padre de boa vida dá jeito.

Nem rio sem vau, nem geração sem mau.

Nem ruim letrado, nem ruim fidalgo, nem ruim galgo.

Nem sábado sem sol, nem domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.

Nem sábado sem sol, nem moça sem amor.

Nem sábado sem sol, nem moça sem amores.

Nem sabe amarrar o focinho a um porco.

Nem Santo Antônio com um gancho.

Nem sapateiro sem dentes, nem escudeiro sem parentes.

Nem sapateiro sem dentes, nem nobre sem parentes.

Nem sempre a árvore frondosa dá fruta saborosa.

Nem sempre aquele que dança, é que paga a música.

Nem sempre aquele que dança, é quem paga a música.

Nem sempre casa quem desposa.

Nem sempre dança quem paga a música.

Nem sempre é conveniente dizer inteiramente a verdade.

Nem sempre florescem os lírios.

Nem sempre galinha, nem sempre rainha.

Nem sempre galinha, nem sempre sardinha.

Nem sempre grandes cargas trazem grandes lucros.

Nem sempre há rabo de sardinha.

Nem sempre o diabo é tão feio como o pintam.

Nem sempre o diabo está ao pé da porta.

Nem sempre o diabo está atrás da porta.

Nem sempre o forno faz rosquilhas.

Nem sempre o homem está de lua.

Nem sempre o homem está de vez.

Nem sempre o que é legal, é moral.

Nem sempre o que luz é ouro.

Nem sempre o que parece é.

Nem sempre o som de trombetas ressuscita defuntos.

Nem sempre pela cara se conhece quem tem lombrigas.

Nem sempre quem começa, acaba.

Nem sempre quem geme é quem sente a dor.

Nem sempre ri a mulher do ladrão.

Nem sempre se comem os frutos da árvore que se plantou.

Nem sempre seu Lulu toca fole.

Nem sempre sinhá Lili toca flauta.

Nem só a rosa é flor.

Nem só de mel, nem só de fel.

Nem só de pão vive o homem.

Nem só de pão vive o homem, mas também da palavra de Deus.

Nem só galinha, nem só rainha.

Nem só os homens mijam à parede.

Nem só quem é rico vive.

Nem tanto à terra, nem tanto ao mar.

Nem tanto amém, que se dane a missa.

Nem tanto ao mar, nem tanto à serra.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Nem tanto, nem tão pouco.

Nem tanto puxar que arrebente a corda.

Nem tanto puxar que arrebente a corda, nem tão bom que o papem as moscas.

Nem tanto puxar que se quebre a corda.

Nem tanto quedo e mais folguedo.

Nem tão bom que o papem as moscas.

Nem tão calvo que lhe apareçam os miolos.

Nem tão doce que as moscas assentem.

Nem tão formosa que mate, nem tão feia que espante.

Nem tão velha que caia, nem tão moça que salte.

Nem te abaixes por pobreza, nem te alevantes por riqueza.

Nem te fies em vilão, nem bebas água de charqueirão.

Nem toda a água do mar pode esta nódoa tirar.

Nem toda pergunta merece resposta.

Nem toda sede nos leva ao pote.

Nem toda tosse é catarro.

Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.

Nem todas as verdades se dizem.

Nem todas as verdades se dizem, apesar de verdadeiras.

Nem todas as verdades se querem ditas.

Nem todo abismo tem parapeito.

Nem todo branco é farinha.

Nem todo dia é dia santo.

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