Por que algum rumo sempre deve ser dado ao produto da massa cinzenta. Sempre.
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De Perto Ninguém é Todo Mundo
A humanidade se divide em dois: aqueles que acreditam que a humanidade se divide em dois e aqueles que não acreditam . A metade que acredita, por sua vez, também se divide: entre os que fingem que se levam a sério, e os que fingem que não se levam a sério." A teoria é do escritor Ruy Castro, que , como dá pra imaginar pelo conteúdo das frases, finge não se levar a sério. Acho boas essas idéias, pois mostram como, no fim das contas, levarmo-nos ou não nos levarmos a sério são, por mais contraditório que pareça, dois lados da mesma moeda.
Imagine uma pessoa que se leva sério: ri pouco, anda sempre arrumada, as contas em dia, o cabelo preso, idéias rígidas sobre Deus e o mundo, horário para dormir, horário para acordar, come fibra nas refeições, lava o cabelo e após o enxagüe, repete a operação para obter um melhor resultado como sugere o rótulo do xampu...No fundo nós sabemos que , por trás de toda essa organização nipônica, escondem-se as mesmas aflições presentes em todo ser humano: 'será que alguém vai gostar de mim?', 'será que vou ter dinheiro para pagar todas as contas?', 'será que deixei o ferro ligado?', 'será que vou obter um melhor resultado, repetindo a aplicação do xampu?'
Ou seja, levar-se a sério é ficção.
Agora imagine alguém da outra metade: ri muito de si e dos outros, fala oque der na telha e não está nem aí para o que os outros vão pensar, exegera na sobremesa, tem o quarto mais bagunçado do que se tivesse sido invadido pela máfia dos filmes, e de manhã fica apertando aquele botãozinho de "só mais 5 minutinhos" até que os 5 minutinhos somem 3 horas...Também sabemos que, no fundo, por trás dessa alma leve e despreocupada, estão os velhos sofrimentos humanos. Rir é uma maneira de tentar aplacar nossas angústias, não bater de cara com os nossos problemas. Ou seja: não levar-se a sério também é ficção.
No fundo, a gente finge se levar a sério, por que não se leva, e finge não se levar ,porque, na verdade se leva. Muito confuso? É eu tento não ser tanto, mas fica difícil.Como diz Caetano " de perto ninguém é normal". Quer dizer, por trás de nossas supostas normalidades, estão escondidas dezenas de loucurinhas, varridas para baixo do tapete. Daí veio alguém e disse: "de perto todo mundo é normal". Ou seja, por trás de nossas loucurinhas somos todos muito parecidos.
E onde nos levam esses raciocínios? Sinceramente não sei, tô tentando dar continuidade ao texto sem me enrolar, mas já não tá dando muito certo. Inclusive, porque na frase do Ruy Castro , me encontro no primeiro grupo; o grupo que não acredita que a humanidade se divide em dois...
Imagine uma pessoa que se leva sério: ri pouco, anda sempre arrumada, as contas em dia, o cabelo preso, idéias rígidas sobre Deus e o mundo, horário para dormir, horário para acordar, come fibra nas refeições, lava o cabelo e após o enxagüe, repete a operação para obter um melhor resultado como sugere o rótulo do xampu...No fundo nós sabemos que , por trás de toda essa organização nipônica, escondem-se as mesmas aflições presentes em todo ser humano: 'será que alguém vai gostar de mim?', 'será que vou ter dinheiro para pagar todas as contas?', 'será que deixei o ferro ligado?', 'será que vou obter um melhor resultado, repetindo a aplicação do xampu?'
Ou seja, levar-se a sério é ficção.
Agora imagine alguém da outra metade: ri muito de si e dos outros, fala oque der na telha e não está nem aí para o que os outros vão pensar, exegera na sobremesa, tem o quarto mais bagunçado do que se tivesse sido invadido pela máfia dos filmes, e de manhã fica apertando aquele botãozinho de "só mais 5 minutinhos" até que os 5 minutinhos somem 3 horas...Também sabemos que, no fundo, por trás dessa alma leve e despreocupada, estão os velhos sofrimentos humanos. Rir é uma maneira de tentar aplacar nossas angústias, não bater de cara com os nossos problemas. Ou seja: não levar-se a sério também é ficção.
No fundo, a gente finge se levar a sério, por que não se leva, e finge não se levar ,porque, na verdade se leva. Muito confuso? É eu tento não ser tanto, mas fica difícil.Como diz Caetano " de perto ninguém é normal". Quer dizer, por trás de nossas supostas normalidades, estão escondidas dezenas de loucurinhas, varridas para baixo do tapete. Daí veio alguém e disse: "de perto todo mundo é normal". Ou seja, por trás de nossas loucurinhas somos todos muito parecidos.
E onde nos levam esses raciocínios? Sinceramente não sei, tô tentando dar continuidade ao texto sem me enrolar, mas já não tá dando muito certo. Inclusive, porque na frase do Ruy Castro , me encontro no primeiro grupo; o grupo que não acredita que a humanidade se divide em dois...
E.T de Guarda-chuva
Odeio guarda-chuvas. Já perdi a conta de quantos perdi. Ou melhor, esqueci em algum lugar. E ninguém volta a lugar algum para pegar um guarda-chuva. Em qualquer esquina você compra outro por dez reais. Sem falar da parte de carregar o guarda-chuva. Odeio.
São mais ou menos como as borracharias. Sempre iguais. Não evoluem. Desde o tempo de Cleópatra lá estão eles. Iguaizinhos. Hoje em dia tem uns que a gente dobra-dobra-dobra e cabe até em bolsa de mão. Mas o trabalho que dá para dobrar e depois desdobrar é sempre mais lento do que a chuva. Depois que abrem ficam todos iguais. Tem uns que se aperta um botãozinho e ele se abre automaticamente. Mas, depois de abertos, são iguais.
O guarda-chuva é do tempo das galochas e do chapéu na cabeça. Nas casas, logo na entrada, tinha um móvel só para eles: o chapéu, a galocha e ele, o guarda-chuva. Como os outros dois objetos sumiram, o móvel também. Agora tu vai fazer uma visita e não tem lugar para ele. Fica por ali, pingando. E, geralmente, na hora de ir embora ele não está mais lá. Sumiu.
Era aqui que eu queria chegar: os guarda-chuvas somem. Mesmo dentro da sua própria casa. Sempre que tu precisa dele (se é que tem um), na hora H, cadê?. Vai encontrar o danado num lugar que tu tem certeza que não foi lá que havia deixado.
Agora, se tiver um aí, abra e coloque ao seu lado. O que ele parece? Uma antena parabólica. Não seriam os guarda-chuvas antes parabólicas estrategicamente colocados na nossa cultura (há séculos) para observar o nosso comportamento? Não seriam os ETs que mandariam as chuvas para nos observar na hora do desespero? Aquela varetinhas de ferro, por exemplo, são para captar nossos pensamentos. E, se você está sozinho, dentro daquela antena, indo para algum lugar, alguma coisa está pensando. E as varetinha captando os seus pensamentos. Quando estamos em dois ficamos só rindo, já notou? Tá molhando do meu lado, vira mais pra lá, ih, tá pingando no meu ombro. Os ETs devem achar que pares de namorados só conversam isso. Tudo bobo.
Outro motivo para que eu pense nesta hipótese é o desaparecimento deles. Tu, por exemplo, quantos guarda-chuvas já teve na vida? Dezenas? Centenas? Onde foram parar? Onde andarão antenando agora? =)
Por exemplo: aquela pontinha de aço que eles têm em cima, é ou não é uma anteninha?
Já os guarda-sóis também são obras de ETs, mas de uma civilização que só pensa em sexo. Colocaram aqui na Terra para observar as mocinhas nas praias. São aparelhos mais sofisticados, necessitam ter parte deles enterrada no solo, para que o contato com a Terra seja mais completo.
Já as sombrinhas são de ETs românticos, do século passado, que gostam de captar apenas papo furado de terráqueos passeando em jardins, jovens noivos dizendo juras de amor e meninas-moças (ainda existe isso?) na pracinha do interior a piscar seus juvenis olhos.
Cuidado portanto com estas antenas todas. Não falem nada enquanto estão sob a proteção delas. E quando o seu guarda-chuva sumir não se culpe. A culpa não foi sua. É que ele não tinha mais nada a saber sobre ti. Compre um novo. Preto, de preferência, porque os coloridos e quadriculados são de ETs gays. E aquelas varetinha podem virar a sua cabeça.
São mais ou menos como as borracharias. Sempre iguais. Não evoluem. Desde o tempo de Cleópatra lá estão eles. Iguaizinhos. Hoje em dia tem uns que a gente dobra-dobra-dobra e cabe até em bolsa de mão. Mas o trabalho que dá para dobrar e depois desdobrar é sempre mais lento do que a chuva. Depois que abrem ficam todos iguais. Tem uns que se aperta um botãozinho e ele se abre automaticamente. Mas, depois de abertos, são iguais.
O guarda-chuva é do tempo das galochas e do chapéu na cabeça. Nas casas, logo na entrada, tinha um móvel só para eles: o chapéu, a galocha e ele, o guarda-chuva. Como os outros dois objetos sumiram, o móvel também. Agora tu vai fazer uma visita e não tem lugar para ele. Fica por ali, pingando. E, geralmente, na hora de ir embora ele não está mais lá. Sumiu.
Era aqui que eu queria chegar: os guarda-chuvas somem. Mesmo dentro da sua própria casa. Sempre que tu precisa dele (se é que tem um), na hora H, cadê?. Vai encontrar o danado num lugar que tu tem certeza que não foi lá que havia deixado.
Agora, se tiver um aí, abra e coloque ao seu lado. O que ele parece? Uma antena parabólica. Não seriam os guarda-chuvas antes parabólicas estrategicamente colocados na nossa cultura (há séculos) para observar o nosso comportamento? Não seriam os ETs que mandariam as chuvas para nos observar na hora do desespero? Aquela varetinhas de ferro, por exemplo, são para captar nossos pensamentos. E, se você está sozinho, dentro daquela antena, indo para algum lugar, alguma coisa está pensando. E as varetinha captando os seus pensamentos. Quando estamos em dois ficamos só rindo, já notou? Tá molhando do meu lado, vira mais pra lá, ih, tá pingando no meu ombro. Os ETs devem achar que pares de namorados só conversam isso. Tudo bobo.
Outro motivo para que eu pense nesta hipótese é o desaparecimento deles. Tu, por exemplo, quantos guarda-chuvas já teve na vida? Dezenas? Centenas? Onde foram parar? Onde andarão antenando agora? =)
Por exemplo: aquela pontinha de aço que eles têm em cima, é ou não é uma anteninha?
Já os guarda-sóis também são obras de ETs, mas de uma civilização que só pensa em sexo. Colocaram aqui na Terra para observar as mocinhas nas praias. São aparelhos mais sofisticados, necessitam ter parte deles enterrada no solo, para que o contato com a Terra seja mais completo.
Já as sombrinhas são de ETs românticos, do século passado, que gostam de captar apenas papo furado de terráqueos passeando em jardins, jovens noivos dizendo juras de amor e meninas-moças (ainda existe isso?) na pracinha do interior a piscar seus juvenis olhos.
Cuidado portanto com estas antenas todas. Não falem nada enquanto estão sob a proteção delas. E quando o seu guarda-chuva sumir não se culpe. A culpa não foi sua. É que ele não tinha mais nada a saber sobre ti. Compre um novo. Preto, de preferência, porque os coloridos e quadriculados são de ETs gays. E aquelas varetinha podem virar a sua cabeça.
Amor no colo. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim
A dor não pede compreensão, pede respeito. Não abandonar a cadeira, ficar sentado na posição em que ela é mais aguda.
Vejo homens que não têm coragem de terminar o relacionamento. Que não esclarecem que acabou. Que deixam que os outros entendam o que desejam entender. Que preferem fugir do barraco e do abraço esmurrado. Saem de mansinho, explicando que é melhor assim: não falar nada, não explicar, acontece com todo mundo.
Encostam a porta de sua casa (não trancam) e partem para outra vida.
Não é melhor assim. Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços.
Não é melhor assim. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio, sem empurrar a colher para longe ou moldar cara feia. É engolir o gosto ruim da boca, agüentar o desgosto da falta do beijo.
Será idiota recitar Vinicius de Moraes: "que seja infinito enquanto dure". A despedida não é lugar para poesia.
Haverá uma estranha compaixão pelo passado, a língua recolhendo as lágrimas, o rosto pelo avesso. Haverá sua mulher batendo em seu peito, perguntando: "Por que fez isso comigo?"
Haverá a indignação como última esperança.
Haverá a hesitação entre consolar e brigar, entre devolver o corte e amparar.
Vejo homens que somente encontram força para seduzir uma mulher, não para se distanciar dela.
Para iniciar uma história, não têm medo, não têm receio de falar.
Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Mandam mensageiros.
Não recolhem seus pertences na hora. Voltarão um novo dia para buscar suas coisas.
Não toleram resolver o desespero e datar as lembranças. Guardam a risada histérica para o domingo longe dali.
Mas estar ali é o que o homem precisa. Não virar as costas. Fechar uma história é manter a dignidade de um rosto levantado, ouvindo o que não se quer escutar. Espantado com o que se tornou para aquela mulher que amava. Porque aquilo que ela diz também é verdade. Mesmo que seja desonesto.
Desgraçadamente, há mais desertores do que homens no mundo.
Deveriam olhar fora de si. Observar, por exemplo, a dor de uma mãe que perde seu filho no parto.
O médico colocará o filho morto no colo materno. É cruel e - ao mesmo tempo - necessário. Para que compreenda que ele morreu. Para que ela o veja e desista de procurá-lo. Para que ela perceba que os nove meses não foram invenção, que a gestação não foi loucura. Que o pequeno realmente existiu, que as contrações realmente existiram, que ela tentou trazê-lo à tona. Que possa se afastar da promessa de uma vida, imaginar seu cheiro e batizar seu rosto por um instante.
Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.
Vejo homens que não têm coragem de terminar o relacionamento. Que não esclarecem que acabou. Que deixam que os outros entendam o que desejam entender. Que preferem fugir do barraco e do abraço esmurrado. Saem de mansinho, explicando que é melhor assim: não falar nada, não explicar, acontece com todo mundo.
Encostam a porta de sua casa (não trancam) e partem para outra vida.
Não é melhor assim. Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços.
Não é melhor assim. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio, sem empurrar a colher para longe ou moldar cara feia. É engolir o gosto ruim da boca, agüentar o desgosto da falta do beijo.
Será idiota recitar Vinicius de Moraes: "que seja infinito enquanto dure". A despedida não é lugar para poesia.
Haverá uma estranha compaixão pelo passado, a língua recolhendo as lágrimas, o rosto pelo avesso. Haverá sua mulher batendo em seu peito, perguntando: "Por que fez isso comigo?"
Haverá a indignação como última esperança.
Haverá a hesitação entre consolar e brigar, entre devolver o corte e amparar.
Vejo homens que somente encontram força para seduzir uma mulher, não para se distanciar dela.
Para iniciar uma história, não têm medo, não têm receio de falar.
Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Mandam mensageiros.
Não recolhem seus pertences na hora. Voltarão um novo dia para buscar suas coisas.
Não toleram resolver o desespero e datar as lembranças. Guardam a risada histérica para o domingo longe dali.
Mas estar ali é o que o homem precisa. Não virar as costas. Fechar uma história é manter a dignidade de um rosto levantado, ouvindo o que não se quer escutar. Espantado com o que se tornou para aquela mulher que amava. Porque aquilo que ela diz também é verdade. Mesmo que seja desonesto.
Desgraçadamente, há mais desertores do que homens no mundo.
Deveriam olhar fora de si. Observar, por exemplo, a dor de uma mãe que perde seu filho no parto.
O médico colocará o filho morto no colo materno. É cruel e - ao mesmo tempo - necessário. Para que compreenda que ele morreu. Para que ela o veja e desista de procurá-lo. Para que ela perceba que os nove meses não foram invenção, que a gestação não foi loucura. Que o pequeno realmente existiu, que as contrações realmente existiram, que ela tentou trazê-lo à tona. Que possa se afastar da promessa de uma vida, imaginar seu cheiro e batizar seu rosto por um instante.
Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.
Mudanças
"Pensar é fácil, agir é difícil. Agir conforme pensamos, isso ainda o é mais."- Herman Hesse
Chega uma hora em que é preciso mudar. Encerrar ciclos, evoluir...
Eu chegei ao fim de mais um ciclo meu. Ninguém veio e me disse: "ó guria, tá na hora, te liga", mas eu estou sentindo que as coisas não estão mais indo pra frente. Que tá na hora de dar uma sacudida, e repensar algumas partes. Em alguns momentos vemos que algumas coisas não fluem e nos perguntamos 'por quê'. Na minha opinião é isso, estamos insistindo em algo que já não dá mais certo, tentando viver de um passado feliz. Ninguém pode viver no presente o que aconteceu no passado. A página vira sozinha, cabe a nós acompanhá-la, seguindo a página nova, ou bater pé, como uma criança birrenta, querendo estar na página anterior. As coias passam, e o melhor que podemos fazer, é deixar que elas relamente possam ir embora. Fazendo isso, damos abertura pra que outras coisas possam acontecer. Deixe ir, desapegue-se, desprenda-se. Ninguém pode viver de cartas marcadas, e é arriscando que vamos ganhando nosso espaço. Quem quer passar além do bojador, tem que passar além da dor, não é isso?
Não dá pra viver do cômodo e do fácil.Não dá pra ficar numa boa.Se for fácil, qual o mérito?
Até dá pra viver assim, mas EU não quero. Eu não aguento uma vida vivida pela metade. Eu preciso de mais, eu já sei disso. Eu sou uma desassossegada insatisfeita, e se eu não quiser enlouquecer, preciso ir atrás dos meus ideais e dos meus princípios. Parece discurso político isso, mas não é. Sou eu, a Fernanda chata. É isso que quero, e é o que vou fazer daqui pra frente. Eu preciso um dia ter orgulho de algo realmente importante que eu mesma tenha feito. Seria assim, uma briga minha, contra mim mesma. Minha preguiça e minha malandragem. Mas eu preciso fazer.
Isso aqui é um registro, pois quando idéias vêm à tona, o melhor que se tem a fazer, é colocá-las no papel para dar início à fase da concretização. Tirá-las da cabeça, fazer com que deixem de ser apenas uma idéia, já é quase o primeiro passo.
Chega uma hora que devemos abandonar as roupas que já tem a forma do nosso corpo, esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.
Não quero passar a minha vida à sombra de mim mesma.
Por isso esse texto aqui. Quero que me sirva de incentivo. Auto-incentivo. Ninguém vive sozinho eu sei, mas vou fazer isso só. Eu, por mim.
Eu tenho em mim todos os sonhos do mundo. E quero realizá-los. Apesar de ter a pressa de querer tudo pra o agora, rome wasn't built in a day. Trilhar um caminho sólido, com calma, um degrauzinho de cada vez; é isso que quero. Do meu jeito, sem atropelar ninguém, com a minha consciência sempre tranquila. É isso que me vale. Eu não espero reconhecimento disso tudo que estou escrevendo. Não quero ninguém me dando parabéns nem anda assim. Escrevo pra mim. Satisfação pessoal, egoísmo talvez, porque, não é tão importante escrever para alguém, seria algo às cegas, mas faz bem pra mim, e eu gosto disso. Um pouco de hedonismo também talvez. Mas isso não é importante.
"Entre o sim e o não, opte pelo foda-se."
Chega uma hora em que é preciso mudar. Encerrar ciclos, evoluir...
Eu chegei ao fim de mais um ciclo meu. Ninguém veio e me disse: "ó guria, tá na hora, te liga", mas eu estou sentindo que as coisas não estão mais indo pra frente. Que tá na hora de dar uma sacudida, e repensar algumas partes. Em alguns momentos vemos que algumas coisas não fluem e nos perguntamos 'por quê'. Na minha opinião é isso, estamos insistindo em algo que já não dá mais certo, tentando viver de um passado feliz. Ninguém pode viver no presente o que aconteceu no passado. A página vira sozinha, cabe a nós acompanhá-la, seguindo a página nova, ou bater pé, como uma criança birrenta, querendo estar na página anterior. As coias passam, e o melhor que podemos fazer, é deixar que elas relamente possam ir embora. Fazendo isso, damos abertura pra que outras coisas possam acontecer. Deixe ir, desapegue-se, desprenda-se. Ninguém pode viver de cartas marcadas, e é arriscando que vamos ganhando nosso espaço. Quem quer passar além do bojador, tem que passar além da dor, não é isso?
Não dá pra viver do cômodo e do fácil.Não dá pra ficar numa boa.Se for fácil, qual o mérito?
Até dá pra viver assim, mas EU não quero. Eu não aguento uma vida vivida pela metade. Eu preciso de mais, eu já sei disso. Eu sou uma desassossegada insatisfeita, e se eu não quiser enlouquecer, preciso ir atrás dos meus ideais e dos meus princípios. Parece discurso político isso, mas não é. Sou eu, a Fernanda chata. É isso que quero, e é o que vou fazer daqui pra frente. Eu preciso um dia ter orgulho de algo realmente importante que eu mesma tenha feito. Seria assim, uma briga minha, contra mim mesma. Minha preguiça e minha malandragem. Mas eu preciso fazer.
Isso aqui é um registro, pois quando idéias vêm à tona, o melhor que se tem a fazer, é colocá-las no papel para dar início à fase da concretização. Tirá-las da cabeça, fazer com que deixem de ser apenas uma idéia, já é quase o primeiro passo.
Chega uma hora que devemos abandonar as roupas que já tem a forma do nosso corpo, esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.
Não quero passar a minha vida à sombra de mim mesma.
Por isso esse texto aqui. Quero que me sirva de incentivo. Auto-incentivo. Ninguém vive sozinho eu sei, mas vou fazer isso só. Eu, por mim.
Eu tenho em mim todos os sonhos do mundo. E quero realizá-los. Apesar de ter a pressa de querer tudo pra o agora, rome wasn't built in a day. Trilhar um caminho sólido, com calma, um degrauzinho de cada vez; é isso que quero. Do meu jeito, sem atropelar ninguém, com a minha consciência sempre tranquila. É isso que me vale. Eu não espero reconhecimento disso tudo que estou escrevendo. Não quero ninguém me dando parabéns nem anda assim. Escrevo pra mim. Satisfação pessoal, egoísmo talvez, porque, não é tão importante escrever para alguém, seria algo às cegas, mas faz bem pra mim, e eu gosto disso. Um pouco de hedonismo também talvez. Mas isso não é importante.
"Entre o sim e o não, opte pelo foda-se."
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