A nossa vida é feita de altos e baixos, de curvas perigosas, de estradas longas, curtas ou sem saída. E, por mais que tentemos ficar no topo, no controle, não podemos evitar nossos desvios, não podemos evitar que em certos momentos todo nosso rumo se perca e nosso vagão desça a duzentos km por hora, e vá parar em um nível de -50 de auto-estima, assim tão de repente. Procurar desesperadamente por um psicólogo nesses momentos pode não ser má idéia, mas, para que tentar fugir ou passar rápido, já que estes são momentos que também temos que viver? São neles que percebemos como podemos ser melhores, são neles que as pessoas que conhecemos fazem questão de nos dizer que podemos ser melhores. Embora muitas vezes quem vê a queda de fora não entenda o real motivo e ignore que possa ser alguma fase pela qual precisamos passar, essa expectativa em dizer que podemos ser muito mais, essa ânsia em se preocupar e não deixar de maneira alguma que passemos esses momentos sozinhos, talvez seja isso que nos faça voltar. Talvez seja esse 'esperar demais' que nos faça sentir vontade de levantar, fazer o que não foi feito e fazer melhor aquilo que vínhamos fazendo mais ou menos. Vontade de provarmos para nós mesmos que somos mais felizes dando o melhor de nós.
E, se damos o melhor de nós, e nem tudo sai como esperamos? ''...hey Jude, refrain, don't carry the world upon your shoulders...". Nem tudo dará sempre certo, nem sempre teremos uma segunda chance, mas se foi feito com o nosso melhor, tendo sido ótimo ou nem tão bom assim, valeu a pena, e é isso que mais importa. Provavelmente um dia, seremos recompensados por termos nos esforçado tanto, mesmo tendo recebido tão pouco, seja por fatos corriqueiros ou por uma onda de azar imensa.
Mas o que aprendemos, segue conosco.