terça-feira

Roma ue itnes, e adnia otnis (8)

O botão que desliga pensamentos, cadê?

Eu não consigo. Eu tinha medo disso. Eu sou boa em juntar as peças, ou não. Mas eu tenho uma mente fértil. E imagino. A partir do momento em que tenho uma lacuna, um vácuo de situações, eu preencho elas. Na maioria das vezes, não com coisas certas, com situações reais. Apenas coisas imaginadas. Eeu sei bem o quanto eu queria que não fossem verdadeiras. E não adianta dizer "não te mete, não é da tua conta, fica na tua, e blá blá blá"...Não dá. Sei que nao é da minha conta. Mas entenda que me atinge. Quê? Ah, para!Eu também não queria que fosse assim, mas as coisas não mudam com a minha vontade, infelizmente.

Eu quria que não houvessem dúvias, queria prioridade a lejos.
Mas também tá fora da minha alçada essas coisas.
Eu entendo bem tudo o que acontece. Tu me explicou. Eu entendi com a cabeça, mas o coração, esse teima, e não se aquieta.

Só me dê a verdade, assim fica mais fácil de pensar e parar de imaginar coisas.
Queria a realidade por favor. Sem açúcar. E um travesseiro, pra encostar a cabeça depois.

Há muito mais pra ser escrito, há muito mais pra colocar pra fora, e gurdar isso não me faz bem, então, não demore.


É como se me tapassem a boca e o nariz, e eu tivesse que respirar com o buraco do peito. E o ar de lá é frio.. seilá.

Anda logo.

sábado

Tenho um milhão de defeitos

Sou volúvel. Tenho uma tpm horrivel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim.

Isso tudo é lamentação? ....Que saco, eu não era assim.

Eu sei que está no contrato uma possível partida prematura, sentimentos precipitados, dúvidas e tudo mais.
Mas, dá pra rasgar? Te precisava aqui. Pra nunca mais te querer em outro lugar.

Esse tipo de coisa(a palavra seria 'amor'. mas fica brega) existe. Acreditem.
Arrebata, atropela, derruba, desnorteia. E tu fica com uma baita dor de cabeça, pois parece que sempre está complicando algo simples.


E acredite, tu está.
As coisas são mais simples e muito mais tranquilas.

Não me Venha a Saudade

É. Que não me venha mesmo. Pedido impossível, mas...

Saudade é o sentimento de quem se apega ao físico e ao tátil. Quando não se tem mais o tangível, o tocável, a gente sente saudade.

Ingenuidade.
Eu não sinto saudade, pois me apego a histórias, a ações, fisionomias.
E não tem como sentir saudade dessas coisas. Eu levo tudo isso comigo. Sempre. Acomodo minha cabeça em qualquer coisa que me faça as vezes de travesseiro e fecho os olhos. O interior das minhas pálpebras me serve como tela pra projetar tudo isso, sempre que eu sinto a tua falta.

Saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". É olhar pro lado e perguntar "cadê?".

(...então Fernanda,tudo o que escreve é verdade?
'Quem dera, quem dera'.)

Não é da minha conta, mas...

Dá uma olhada:
http://images.orkut.com.br/Main#Community?cmm=74593917




Eu sei que não deveria me meter. A vida não é minha. Cada um sabe o que faz.
...Só achei válido.

Não dá pra confundir as coisas sabe?

Eu não vou chegar e te dizer na cara, que acho que tu tá agindo que nem guriazinha. Sejamos realistas, tem coisas que simplesmente, a gente não precisa mais fazer. Cada
um com seu tempo, ok, é um direito de todos.

E eu odeio parecer grande, ou tentar ser grande ou agir como grande.

Mas nada muda o fato de eu estar grande. Com o tempo, a mente da gente muda. Evolui.

Não percebe, quem não quer. Quem se prende ao passado.
Ninguém disse que isso é uma coisa ruim. Muito pelo contrário. Tem coisas que eu adoraria poder fazer ainda. Mas só que, simplesmente, não dá.
Não depende da minha vontade.

Cuidado se, ao te divertir, não acaba por machucar alguém.
Só um conselho indireto.


Eu não me importo contigo suficientemente pra chegar e te dizer isso. Não muda nada pra mim. Eu só quis dizer.

Beijo!

(Se não me faz diferença, porque escrevi? Porque eu precisava. Achei que renderia...é)

Hoje eu Sinto

Tu sente? O quê? Como sabe disso? Sente porque sente, ou porque quer sentir?

Existem sentimentos idealizados, coisas que os poetas e escritores colocaram em nossa cabeça, coisas das quais sentimos falta e necessidade de sentir, mesmo sem nunca ter sentido nada semelhante.

Tais sentimentos existem, ou seriam apenas produto de cérebros jovens, desocupados?

Vivemmos numa eterna busca de sentimentos idealizados como se buscássemos por tesouros inexistentes.

E nós estamos sempre querendo sentir. Queremos com tanta veemência, que nem mais sabemos se estamos sentindo de verdade, ou se estamos forçando a barra..

Haviam vezes que me pegava sentindo nada, ou quase nada, mesmo quando tudo o que queria, era sentir alguma coisa. Tanto queria sentir, que praticamente acreditava na minha própria mentira. Acreditava tão piamente que sentia, que acabava sentindo. Quando na verdade, nada sentia.





Hoje não. Hoje é inegável. Incontestável. Tá na minha cara.
Hoje, eu sinto.

O dom de não ter dom

oi! comofas?

Tem que ter um nome essa porquera?

De algumas coisas eu tenho medo. Coisas que eu não temia, das quais hoje fujo.

Algumas coisas pra mim, faziam todo o snetido do mundo, mas hoje, não passam de borrões de tinta em um papel toalha de alta absorção.
São desenhos abstratos e sem sentido algum.


Aí eu faço uma pose bem blasé, ponho a mão no queixo. Penso. Procuro um significado. Não há.

É o passado. São as memórias, as crises e todos esses processos que pra nada mais servem, a não ser para catalizarem, acelerarem essas evoluções digimônicas.

Hoje eu acho que eu me encontro no estágio 3. Do alto dos meus 20 anos, uma caricatura daquilo que eu sonho ser. Uma segunda linha mais barata, de amontoados de sonhos e coisas que dinheiro algum compra.

Poético não? Grande bosta. Poético o caralho digo eu.
Sem metáforas. To cansada de só falar assim, metafóricamente.

Sendo as relações interpessoais tão complicadas como já são, pra quê eu complico as coisas, colocando mais ruído na ligação?

O que eu queria, e tenho me esforçado para essa "querência" aconteça, é uma auto-compreensão.
Não quero mais as analogias que, sorrindo, finjo que entendo.

Se eu sair do teu lado, e caminhar para um canto de onde eu possa observar tudo, não se preocupe. Não aconteceu nada. Não comigo. Aconteceu com tudo ao meu redor.

Do Autismo

A previsibilidade torna-se um fator de tédio e nenhuma das pessoas legais, chatas ou mais-ou-menos despertam interesse.


Tudo o que se quer, é revelar àquela que te diz muita coisa, simplesmente com um movimento dos olhos. São muitas informações, e não consegues assimilar nada. Pessoas falando bolhas.

Então, queres andar todos os quarteirões do mundo olhando para o chão, descobrindo desenhos em lajotas, com as mãos tateando bolsos, girando anéis, e em momentos, dá alguns sorrisos vagos à tua companhia, enquanto inconscientemente desvia dos rejuntes da calçada.

Vou postar esse velho aqui também. To reciclando tudo. TUUUUUDO. _Azar

..Uma coisa é tu veres uma pessoa e ficares feliz, triste, nervoso ou até com raiva. Mas o problema_que tem sido cada vez mais comum na minha vida_ é que não sei o que sentir ao ver algumas pessoas. Me analiso, e vejo algumas centenas de pontos de interrogação orbitando meu pensamento.
Algumas não imprimem reação alguma em mim. Apenas, não atraem. Outras já me cansam só de olhar. Estaria eu me tornando anestesiada?
Onde estão as pessoas de verdade?

AAAAA falou a pessoa diferente, a chata, antissocial.Não!
Eu juro que não sou. É só outro auto-desabafo.

Queria mais emoção. Mais surprsa. Mas, por mais que eu force, não depende de mim. Não posso me desculpar por ser o que sou. Assim, tão chata.

Antes e Depois do Amor

Quando parece mentira é porque é verdade.

Os filmes, os livros , as músicas, são fruto da imaginação humana, retratos de realidades criadas dentro da nossa cabeça, simulações às vezes utópicas da vida 'como deveria ser'

Pensando assim, a gente se acostuma a achar que temos de aceitar essas mentiras e fazê-las verdades genuínas.
Os mais sabidos inclusive, dão-se por satisfeitos ao resignarem-se coma idéia de que a ignorância é pré-requisito para a felicidade, e se mantendo na condição de 'seres superiores', não se vêem passíveis de serem acometidos por esse sentimento , mesmo sabendo que ele está por aí, em todo lugar.


Está nos filmes, nos livros, nas músicas. Mas não está dentro de nós.

A gente lê e relê mil vezes, assiste, grava e revê, ouve a música em volumes ensurdecedores na vã tentativa de capturar esse sentimento, nem qeu seja por alguns segundos, nem que seja só um poquinho.

E quando parecemos estar sentindo, nosso mecanismo de auto-defesa programa-se para fazer com que agente ache que tudo aquilo não passe de um palcebo para uma doença sem cura da alma.




Aí, há uns quatro, cinco meses atrás, eu, que sempre fui sabida, cética, e conformada com a finitude e superficialidade do amor,que me sentia ávida defensora do individualismo, vi tudo mudar perante meus olhos.

E não estava na tv, no papel, ou no meu aparelho de som.
E, definitivamente, não é de mentira.

Tão verdade é, que hoje eu vejo tudo diferente, como se tivessem me tirado uma cortina dos olhos.

Hoje eu vejo que os filmes, os livros, e as músicas, não estão aí por acaso.
Elas são manifestações concretas de momentos em que o homem conectou-se com o divino, que paira no ar, mas é invisível aos olhos.

São fragmentos de pequenos milagres operados por mãos trêmulas, imperfeitas e pecadoras.

São imagens de um destino do qual a gente precisa estar em constante procura, até o fim dos nossos dias.

Digo isso porque eu encontrei o meu. Ou assim parece.

Sobre as coisas que cabem em um mês

A preguiça física nos impede de mudar.Mas bastauma faísca entre dois neurônios paraque nossa mente nos aponte uma outra direção.

Das duas uma: ou tu segue as mesmas coordenadas que podem te levar por terrenos inóspitos e até mesmo campos minados, ou opta por permanecer no curso antigo, ignorando a intermitente buzina que te avisa: "Está no caminho errado".

Não digo "errado" no sentido mais amplo da palavra. Talvez sejam justamente as instruções antigas, as que estavam corretas. Mas acredito que, às vezes, precisamos deparar com um beco sem saída para descobrirmos que o caminho era pra outro lado. Como naqueles labirintos das revistinhas de colorir da infância.

Avida já cansou de me provar repetidamente que a escolha certa é justamente a que me parece mais errada. Mas a gente precisa errar. Mas errar por engano, por distração, displicência.

Eu erro com força, e com vontade. Erro melhor pra errar menos.

E sim, saio errante pela rua, torcendo pra chuva não me pegar, ou enchacar cada centímetro da minha pele, enquanto não levo guarda-chuvas.
Não é que eu esteja deiaxndo a vida me levar, como se fosse plâncton. Eu erro tentando acertar. Depois de perceber que, sempre que acho que estou fazendo a coisa certa, descubro que tem algo errado, tenho apostado cada vez mais no que não me parece sensato.

Improvável? Vamos. Impossível? Não existe. Impensável? Bora cérebro!
Sigo a maré das sinapses.

Se a mente muda eu mudo. Somente assim eu posso ser cem por cento sincera com aquela que mais estimo: eu.


Egoísta? Pra caralho, mas se eu não fizer as coisas por mim, sei que minha mãe não as pode fazer, e nem tenho mais idade pra isso.

Dirijo com o tanque na reserva, mas é pra voar baixo.
Ok, eu não dirijo. Voltei com as metáforas. Não me livro delas. Fazer o quê se não me expresso de maneira melhor?

"Tá, mas o que é que cabe em um mês?", me pergunta devido ao título.
Um ciclo lunar, um ciclo menstrual, uma copa do mundo, duas olimpíadas, um amor de verão, quatro amores de verão. Um amor de outono...

Um mês é o tempo que levei pra escrever de novo.
O tempo que minha mente levou pra mudar o curso da minha alma.

Pra onde ela aponta agora? Pra longe. Pra perto. Bem perto. Pra mim.

Da próxima vez, vou tentar ser mais ágil.

Mais uma coisa...

"Se eu aprendi alguma coisa na vida é que, às vezes, as coisas entram no nosso caminho e temos sempre uma escolha. Podemos enfrentá-las ou podemos adaptar-mos e fugir.

Mas temos que fazer um ou outro para poder seguir adiante."

Um Brinde ao Acaso

Um brinde ao que deu certo, ao que não deu em nada. Um brinde ao caminho incerto, à pessoa errada. Um brinde a tudo o que acontece, um brinde ao que nunca vai acontecer. Tudo que mudou, e a tudo que nunca vai mudar.

Bom, hoje vou escrever sobre a minha incapacidade. Sou incapaz. Incapaz de perceber as coisas mais simples. Me ligo em detalhes esquisitos. Eu sou estranha. Minha mão não para de tremer devido a uma indignação obtida segundos atrás. Tô indignada. Surpresa. (Desapontada?).
Não gosto de certas intimidades. Não gosto de gente cheretando no que é meu. Viu? Eu sou incapaz. Incapaz de deixar isso passar despercebido. Ah, não tem como tu saber de quê eu estou falando. Eu sei. Não vou dizer. Sou incapaz de dizer o porquê. Ficaria envergonhada. Não gosto de intimidade. Não espero que alguém entenda o que escrevi aqui. É só um auto-desabafo.

quinta-feira

Outro dia ...

Nunca gostei muito de coisas que vem fácil.Na realidade nunca confiei nessas coisas.
Pra mim, coisas que tem valor pra vida toda, são as coisas que são batalhadas. O fruto do suor e do difícil é ainda melhor que o do acaso.

Conseguir por sorte é algo tão vulnerável! Quero ver que meu suor valeu, que as noites de pouco sono tiveram serventia; que os dias que abdiquei da minha filha não foram em vão, que a lucidez obtida com a quantidade de café que tomei,foi muito além que algumas horas. Que eu consegui abrir portas pelo meu merecimento.

Depois de atingir um objetivo, penso ser fácil que cair na insatisfação e no desassossego é tão fácil! Deus me guarde, por está aí outra coisa que não quero!
Quero uma vida, de certa forma, simples. Convencional. _(uma casa no campo onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, e nada mais...haha!)_
Sem exageros. Família, cachorro, um amor, e uma casa com cerquinha branca [malditos filmes da sessão da tarde].
Mas não, não sou do tipo que se acomoda. Acomodar é parar de evoluir. Há a nescessidade de reinventar-se.


E guardo tudo isso dentro de mim. Tudo que tem função, tudo que vale a pena. Tudo que me engrandece e faz bem, eu guardo dentro de mim. Não do meu lado, nem à minha frente. Eu deixo dentro de mim. Para não escapar, para não correr.
Bom é sentir que é possível deixar as coisas fúteis, o rancor e as mágoasde à parte de todas essas coisas boas. Pois com o tempo, também aprende-se a lidar com elas, e a transformá-las em algo bom, ou simplesmente ignorá-las tanto quanto seriam se eliminadas. Aos poucos. Sempre. Cause rome wasn't built in a day. Mas eu tenho sede,sede de algo melhor,algo maior.

E descobri que ter medo é o que faz respirar fundo e ir pra cima. Superação também melhora o gosto da vitória. Os objetivos estão ali,na frente, prontos para me receber. Eu vou mirar e ir ao encontro deles. O mais difícil de fazer já acontece: viver.
Agora é fazer da existência o melhor possível.

Quando olho pra frente vejo o futuro. E o futuro é bom.