sábado

Sobre as coisas que cabem em um mês

A preguiça física nos impede de mudar.Mas bastauma faísca entre dois neurônios paraque nossa mente nos aponte uma outra direção.

Das duas uma: ou tu segue as mesmas coordenadas que podem te levar por terrenos inóspitos e até mesmo campos minados, ou opta por permanecer no curso antigo, ignorando a intermitente buzina que te avisa: "Está no caminho errado".

Não digo "errado" no sentido mais amplo da palavra. Talvez sejam justamente as instruções antigas, as que estavam corretas. Mas acredito que, às vezes, precisamos deparar com um beco sem saída para descobrirmos que o caminho era pra outro lado. Como naqueles labirintos das revistinhas de colorir da infância.

Avida já cansou de me provar repetidamente que a escolha certa é justamente a que me parece mais errada. Mas a gente precisa errar. Mas errar por engano, por distração, displicência.

Eu erro com força, e com vontade. Erro melhor pra errar menos.

E sim, saio errante pela rua, torcendo pra chuva não me pegar, ou enchacar cada centímetro da minha pele, enquanto não levo guarda-chuvas.
Não é que eu esteja deiaxndo a vida me levar, como se fosse plâncton. Eu erro tentando acertar. Depois de perceber que, sempre que acho que estou fazendo a coisa certa, descubro que tem algo errado, tenho apostado cada vez mais no que não me parece sensato.

Improvável? Vamos. Impossível? Não existe. Impensável? Bora cérebro!
Sigo a maré das sinapses.

Se a mente muda eu mudo. Somente assim eu posso ser cem por cento sincera com aquela que mais estimo: eu.


Egoísta? Pra caralho, mas se eu não fizer as coisas por mim, sei que minha mãe não as pode fazer, e nem tenho mais idade pra isso.

Dirijo com o tanque na reserva, mas é pra voar baixo.
Ok, eu não dirijo. Voltei com as metáforas. Não me livro delas. Fazer o quê se não me expresso de maneira melhor?

"Tá, mas o que é que cabe em um mês?", me pergunta devido ao título.
Um ciclo lunar, um ciclo menstrual, uma copa do mundo, duas olimpíadas, um amor de verão, quatro amores de verão. Um amor de outono...

Um mês é o tempo que levei pra escrever de novo.
O tempo que minha mente levou pra mudar o curso da minha alma.

Pra onde ela aponta agora? Pra longe. Pra perto. Bem perto. Pra mim.

Da próxima vez, vou tentar ser mais ágil.

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