quarta-feira

Depois de 8 anos, estou de volta

Lá e de volta outra vez nunca fez tanto sentido. As coisas precisam sair da gente. De uma maneira ou de outra.

Se importar vale a pena?

Se importar vale a pena? Há quem diga que o mundo se constrói com empatia. Querer bem, fazer com os outros só o que tu gostaria que fizessem contigo. Queira o bem e faça o bem. Be kind. Faça com os outros somente o que gostaria que fosse feito com você. Não seja genérico. Muitos escutam, poucos ouvem de verdade. Ouça mais e fale menos! Decepcionada com os meus valores. Quanto mais o tempo passa mais eu me questiono: se importar com as pessoas, vale a pena? Leva um tempo pra gente se tornar quem realmente a gente é. É todo um processo de maturidade. Mas acontece. Eu cresci com valores que eu acreditava piamente. Sempre quis ser por fora exatamente o que eu era por dentro. Eu sempre fui apaixonada. Sempre dei o melhor de mim pra ser condizente com meus ideais e eles me decepcionaram. Por muito tempo eu apostei todas as minhas fichas que esse era o melhor caminho. Ele é lindo e doce. Mas o risco de se tornar amargo é imenso. E temo eu que isso esteja acontecendo. Sempre temi o dia em que eu deixaria de ser empolgada com a vida. Nas minhas orações ‘não deixa que o amargo do mundo me torne amarga também’, era tão sagrado quando o amém. Mesmo assim, não deu certo. Ninguém tem tempo, ninguém quer saber. Tu quer dizer. Quer falar. Quer desabar ou desabafar com alguém. Com aqueles mesmos, que me teriam na mesma hora em que precisassem sem nem ao menos pedir. Se importar é se decepcionar.