Lá e de volta outra vez...
Por que algum rumo sempre deve ser dado ao produto da massa cinzenta. Sempre.
quarta-feira
Depois de 8 anos, estou de volta
Lá e de volta outra vez nunca fez tanto sentido.
As coisas precisam sair da gente. De uma maneira ou de outra.
Se importar vale a pena?
Se importar vale a pena?
Há quem diga que o mundo se constrói com empatia. Querer bem, fazer com os outros só o que tu gostaria que fizessem contigo.
Queira o bem e faça o bem. Be kind. Faça com os outros somente o que gostaria que fosse feito com você. Não seja genérico. Muitos escutam, poucos ouvem de verdade. Ouça mais e fale menos! Decepcionada com os meus valores. Quanto mais o tempo passa mais eu me questiono: se importar com as pessoas, vale a pena?
Leva um tempo pra gente se tornar quem realmente a gente é. É todo um processo de maturidade. Mas acontece. Eu cresci com valores que eu acreditava piamente. Sempre quis ser por fora exatamente o que eu era por dentro. Eu sempre fui apaixonada. Sempre dei o melhor de mim pra ser condizente com meus ideais e eles me decepcionaram.
Por muito tempo eu apostei todas as minhas fichas que esse era o melhor caminho. Ele é lindo e doce. Mas o risco de se tornar amargo é imenso. E temo eu que isso esteja acontecendo. Sempre temi o dia em que eu deixaria de ser empolgada com a vida. Nas minhas orações ‘não deixa que o amargo do mundo me torne amarga também’, era tão sagrado quando o amém. Mesmo assim, não deu certo.
Ninguém tem tempo, ninguém quer saber. Tu quer dizer. Quer falar. Quer desabar ou desabafar com alguém. Com aqueles mesmos, que me teriam na mesma hora em que precisassem sem nem ao menos pedir. Se importar é se decepcionar.
sábado
A culpa não é sua.
Desculpa, é que, bem, você não entende. A verdade é que ninguém entende. Me entende. E eu ajo como se todos soubessem o que se passa comigo e esse é o problema, ninguém sabe. A questão é que eu deixei a minha felicidade escapar por entre meus dedos. O difícil é se permitir outra vez.
Vem
A daquela manhã me lembrou do calor no peito que eu sentia toda vez que o encontrava. Não era nem a presença dele em si, era a paz que me invadia por dentro cada vez que ele me olhava nos olhos e perguntava se eu tinha dormido bem à noite. Ele era o rei dos pequenos requintes de delicadeza, como o bombom em cima do caderno de matemática, a mensagem desejando boa prova e, claro, o olhar, aquele cativo e carinhoso de todo dia que fazia meu coração ceder. Não eram os gestos em si, era a forma como aquilo tudo enchia meu copo até a borda de tudo que eu precisava naquele momento, a paz ou a tormenta. Daquele momento em diante, passei a abraçar na minha vida pessoas assim: capazes de construir sorrisos sinceros na alma da gente. Pessoas bem especiais, basicamente encantadoras. Pessoas que nos fazem sentir especiais.
Descobri que o tal “borogodó”, indispensável em qualquer relacionamento que se preze, está fundamentado no encanto. Não é no rostinho de boneca, no presente de natal caríssimo, muito menos no abdômen sarado.
Encanto mesmo vem de dentro.
Gente que faz nosso coração gargalhar, que abraça quentinho colando o rosto, prepara o chá no fim de semana de gripe, que ri de si mesmo, cumprimenta o porteiro, que respeita o momento, o tempo, o vento. Gente que muitas vezes não sabe por qual bifurcação do caminho você veio, que tipo de bagagem você vem trazendo, mas tem certeza de que dedicação e respeito fazem parte do alicerce de qualquer relação, seja ela amorosa ou não. Gente que te basta.
Não sei dizer se o mundo anda carente de pessoas desse tipo ou se falta leveza para se permitir encantar. Existem hoje aproximadamente 7 bilhões de pessoas no mundo, e ainda assim minha amiga não encontra uma companhia bacana para partilhar seu passeio no parque aos domingos. Ainda não encontrei alguém especial, ela diz suspirando. Sua ânsia encontra uma variedade de suspiros similares ao longo do planeta neste momento, e olhando pra ela, penso como ainda pode existir tanta gente solitária. O mantra do livro de cabeceira diz que quando a gente não sabe o que procura, não sabe reconhecer quando encontra. Será que não sabe mesmo ou estamos vivendo nossos dias com os olhares errados?
É o tal do enxergar com os olhos da face e não da alma. Tocar com a ponta dos dedos em vez de se permitir uma entrega completa, dessas que abraçam o todo e mudam a vida da gente. Porque beleza tem-se aos montes, encaixe de beijo na boca é fácil e se aprende; difícil mesmo é tirar o ar quando se vê. Complicado mesmo é ser apenas você para o outro, sem máscaras, maquiagens, rodeios, salto alto, camisa de marca, vodka na mesa da balada, foto no Facebook ou carro importado e, ainda assim, a sua essência bastar para o bem-estar do parceiro. Estas são as pessoas especiais: aquelas que sabem conceder seu encanto e aquelas que sabem reconhecer essa dádiva. Porque as pessoas especiais sabem pra quem aparecem. Tem que existir a sorte de reciprocidade e merecimento. Tem que saber enxergar além daquilo que a genética e o status social te permitem ver. Porque amor é assim, acontece ou não, mas se nosso coração está distraído com os atrativos “errados”, o acaso passa e a gente nem percebe. Este é o segredo daquele casal da faculdade que, aos olhos dos outros, pode parecer tão pouco convencional. Mais que a resposta para os desejos um do outro, eles são calma, aconchego e paz depois de uma semana de trabalho. São parceiros, amantes e amados; são especiais entre si, para si e só.
Se o campo for florido, os sorrisos sinceros, os abraços apertados e os sentimentos genuínos, cedo ou tarde, um beija-flor (re)pousa por ali e, dentre tantos que se foram, decide ficar. Se for o tempo da migração, nada se perde pra sempre. Pelo contrário, quando a mágica é real, conserva-se naquela porção gostosa do amor.
Encanto é isso, a livre aproximação de alguém que tem toda a liberdade de quando bem entender, partir. Melhor ainda, encanto é a morada sem grades do amor, que permite o voo para jardins mais floridos – porém, é muito mais convidativa a doce e livre permanência. É querer estar no mesmo jardim, tendo a possibilidade de voar para outros horizontes.
Eu voltei pra ficar, talvez por que aqui de fato, seja o meu lugar
2012 e 2013 fiquei fora. Somente agora, na finaleira de 2014, volto com a sensação de "como foi que fiquei tanto tempo sem escrever?"
Depois de todas as reviravoltas possíveis da minha vida (em comparação à ultima postagem), posso dizer que estou, certamente mais madura.
Digo isso com propriedade, uma vez que mais nada foi capaz de me mudar tanto quanto estes dias que passaram se arrastando, me maltratando também e, por fim, me moldando uma pessoa melhor.
Tudo mudou. Aprendi muito.
Aprendi a aceitar mais as coisas que não posso mudar. Aprendi a conviver com dias cinzas. A guardar esperanças. A entender. A não deixar de querer.
Algumas dúvidas permanecem. Alguns dilemas.
Mas também aprendi a conviver com eles.
Música e livros continuam sendo fiéis escudeiros da minha jornada.
Carrego comigo o dom de ser mãe de uma criança especial como a Manu, que se desenvolve tão crítica e com uma visão única de mundo, que quando não estou perdendo tempo mandando ela tomar banho ou arrumar alguma bagunça, estou admirando a maneira como aqueles olhinhos _brilhantes desde quenasceu, compreendendo o mundo.
Eu voltei a escrever pois as paginas rascunhadas me gritavam pra ser mais do que tinta. E ao menos às palavras, um rumo vai ser dado.
Aqui.
O meu lugar.
terça-feira
Isso aqui virou diário.
Uma pouca vergoha é o que é.
Ser mulher é foda, vou te contar.
Basta uma crisesinha e mimimi já venho me queixar aqui.
Já exclui os links pra esse blog.
Isso aqui virou diário e eu tenho vergonha.
kkkkkkkk
Lá e de novo outra vez - parte II

Quem nunca passou por isso, que atire a primeira pedra.
Sorry. Eu não sei ser menos clichê.
La questã é: Não dá pra ficar no chão como se está, cara estupidez.
Inércia não é um sinal de Deus. É sinal dessa detestável coisa gorda que dobra quando tu senta, essa preguiça e esse comodismo.
Mais uma vez, vou tentar de novo.
Vou tentar fazer diferente.
Vou tentar melhorar as coisas.
sábado
La Mar (Surf Clip)- The Beautiful Girls
Minha! Minha música! E aqui ninguém pode dizer que não.
mmmmmhuhhhahahahahahahh
ADORO ISSO AQUI
Sempre penso em fazer um Tumblr

Alguma página que eu possa me expressar por fotos. Mas sempre tve preguiça, e prezo os meses passados aqui.
Por que eu gosto mesmo disso...É como uma necessidade (eu me expressar), e já não tenho mais tempo de escrever aqui.
Eu gosto de fotos. Blábláblá, uma imagem, mil palavras, etcetcetc.
Clichêzinho, mas quem aqui é original, não é senhores?
Eu tenho um quê de dramática, gosto de músicas de acordo com meu estado de espírito, gosto de musicais, gosto de filmes e fotos.
Sou meio audiovisual eu acho.
E eu preciso reclamar quando a reclamação tá na minha boca. Reclamar, comentar, chorar, rir, rir, enfim. O ngócio é que, o número de pessoas pra quem posso relamar, já não enche mais uma mão.
Mais honestamente, eu tenho entupido o Douglas de mim. Ninguém merece, não é verdade?
...
Acho que todo mundo precisa desopilar, falar de si, se auto conhecer através de palavras.
Porém, também acho que tem lugar pra se fazer isso.
Facebook e orkut certamente não são.
Connnnvenhamos, que parece um pouco de desespero aquelas tantas imagens de "sua personalidae através do seu signo", ou então:" seu nível de popularidade/sensualidade/etc".
Vou ficar por aqui. Tão mais meu, tão mais eu...
sexta-feira
quinta-feira
O último da Lista
O Batata não era Batata por acaso. O apelido de colégio carregava a lógica do copo roliço e das bochechas rosadas como os tubérculos que sua mãe cozinhava para a maionese de domingo. Bullyng é coisa moderna. Naquela época de escola todo mundo apelidava todo mundo e ninguém reclamava. Nem quando era tratado como última opção dos times da educação física. O Batata, claro, era um deles.
Um pesdelo. As aulas de matemática nem bem terminavam e a gurizada já começava a quicar a bola. No mesmo ritmo palpitava o coração do Batata, de nervoso. Odiava os perídos de educação física. E não por odiar esporte. Na veerdade ele adorva. Odiava mesmo era ter nascido sem aptidão nenhuma. Como não sabia fazer gol, inventou de atacar de goleiro. Mas não fez sucesso na sombra das traves por que tinha medo da bola. No vôlei, torceu o pulso tentando dar manchete com bola de basquete. A derradeira veio no atletismo. Deu com a cara na areia da maldita pista de salto em distância.
Qualquer atividade que envolvesse passar vergonha na frente dos amigos virava sofrimento. A escolha dos times de futebol de salão então, era de dar pena.
_Maninho, Jair, Cadelão, Rodrivo e Vesgo. Quem sobrou? Ah, o Batata. Espera aí que, assim que o primeiro cansar, tu entra, Batata!
E lá de fora, no fim da lista, ele imaginava ele imaginava as jogada que faria sobre a pista de cimento: recebe pelo alto, mata no peito, mete um chapéu no zagueiro e bate de voleio, em chance pro arqueiro. Só não estufa a rede, porque goleira de esscola pública não tem rede. Esse era o exercício do Batata. Suava de tanto imaginar, enquanto os colegas, tolos, suavam atrás da bola.
Era dura a vida da turma do migué, que sempre dava um jeitinho de conseguir um atestado ou qualquer desculpa pra não passar vergonha an Educação Física. Se a aula fosse na quara, terça à noite tinha reza forte pra chover. Afinal, pingue-pongue era o máximo. Na verade, não, mas cancelava o futebol e era o único esporte em que o Batata conseguia marcar pontos. Ele até criou uma teoria maluca de que os chineses odeiam as aulas de Educação Física. Por isso ganham tantas medalhas no tênis de mesa.
Quando cresceu, o Batata engrossou o coro dos que dizem que é perda de tempo torcer por um time de futebol.
_São onze barbados, muito bem pagos que não sabem nem meu nome e no início do mês não vão pagar as minhas contas. Humpf!_ esnoba.
Já ouviu esse discurso não é mesmo? Balela. Trolagem pura. Pode saber que vem de alguém que na infância foi um gordinho tímido esquecido na reserva dos times escolares. É recalque. Um fundo de frustração, quem sabe... Na verdade, o Batata não vai desgrudar os olhos da televisão nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro _como não desgrudou desde a primeira rodada. E vai torcer pelo figueirense, mesmo que não tenha mais chance de título, porque ele é o único desses lá da frente que se parece com um gordinho tímido que sofreu bullyng.
Chamam isso de vingança.
Um pesdelo. As aulas de matemática nem bem terminavam e a gurizada já começava a quicar a bola. No mesmo ritmo palpitava o coração do Batata, de nervoso. Odiava os perídos de educação física. E não por odiar esporte. Na veerdade ele adorva. Odiava mesmo era ter nascido sem aptidão nenhuma. Como não sabia fazer gol, inventou de atacar de goleiro. Mas não fez sucesso na sombra das traves por que tinha medo da bola. No vôlei, torceu o pulso tentando dar manchete com bola de basquete. A derradeira veio no atletismo. Deu com a cara na areia da maldita pista de salto em distância.
Qualquer atividade que envolvesse passar vergonha na frente dos amigos virava sofrimento. A escolha dos times de futebol de salão então, era de dar pena.
_Maninho, Jair, Cadelão, Rodrivo e Vesgo. Quem sobrou? Ah, o Batata. Espera aí que, assim que o primeiro cansar, tu entra, Batata!
E lá de fora, no fim da lista, ele imaginava ele imaginava as jogada que faria sobre a pista de cimento: recebe pelo alto, mata no peito, mete um chapéu no zagueiro e bate de voleio, em chance pro arqueiro. Só não estufa a rede, porque goleira de esscola pública não tem rede. Esse era o exercício do Batata. Suava de tanto imaginar, enquanto os colegas, tolos, suavam atrás da bola.
Era dura a vida da turma do migué, que sempre dava um jeitinho de conseguir um atestado ou qualquer desculpa pra não passar vergonha an Educação Física. Se a aula fosse na quara, terça à noite tinha reza forte pra chover. Afinal, pingue-pongue era o máximo. Na verade, não, mas cancelava o futebol e era o único esporte em que o Batata conseguia marcar pontos. Ele até criou uma teoria maluca de que os chineses odeiam as aulas de Educação Física. Por isso ganham tantas medalhas no tênis de mesa.
Quando cresceu, o Batata engrossou o coro dos que dizem que é perda de tempo torcer por um time de futebol.
_São onze barbados, muito bem pagos que não sabem nem meu nome e no início do mês não vão pagar as minhas contas. Humpf!_ esnoba.
Já ouviu esse discurso não é mesmo? Balela. Trolagem pura. Pode saber que vem de alguém que na infância foi um gordinho tímido esquecido na reserva dos times escolares. É recalque. Um fundo de frustração, quem sabe... Na verdade, o Batata não vai desgrudar os olhos da televisão nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro _como não desgrudou desde a primeira rodada. E vai torcer pelo figueirense, mesmo que não tenha mais chance de título, porque ele é o único desses lá da frente que se parece com um gordinho tímido que sofreu bullyng.
Chamam isso de vingança.
Mas azar.
Nunca consigo deixar meu blog numa só linha de temas. Ou de estilo de postagens. Tem dias que tem cara de tumblr, dias que tem cara de twitter, dias que tem cara de diário, e dias que tem cara de pagina de cronista [modéstiabem longe de mim]´, sem contar, nos dias que parece pagina do vagalume, com suas letras de música...
O fato é que, o único significado disso, é que é apenas um reflexo de estado de espírito.
O fato é que, o único significado disso, é que é apenas um reflexo de estado de espírito.
Eu queria saber
(...) o nome de todas as árvores.
Ou, me daria por satisfeita por saber só o daquela cheirosa, que perfuma meu trajeto todas as noites.
Que rico cheirinho de dias felizes! :3
Algo que lembra boas lembranças diminui o cansaço da caminhada.
[/arco-íris]
Ou, me daria por satisfeita por saber só o daquela cheirosa, que perfuma meu trajeto todas as noites.
Que rico cheirinho de dias felizes! :3
Algo que lembra boas lembranças diminui o cansaço da caminhada.
[/arco-íris]
quarta-feira
"Abençoadas sejam as surpresas risonhas do caminho,

(...) As belezas que se mostram sem fazer suspense. As afeições compartilhadas sem esforço. As vezes em que a vida nos tira pra dançar sem nos dar tempo de recusar o convite. As maravilhas todas da natureza, sempre surpreendentes, à espera da nossa entrega apreciativa. A compreensão que floresce, clara e mansa, quando os olhos que veem são da bondade. Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos. Os encantos que desnudam o erotismo da alma. Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa. Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente. Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração. Abençoada seja a leveza, meu Deus. "
"Viva as válvulas de escape

(...) que lamentavelmente não gozam de boa reputacão. Não sei quem inventou que é preciso ser a gente mesmo o tempo todo, que não se pode diversificar. Se fosse assim, não existiria o teatro, o cinema, a música, a escultura, a pintura, a poesia, tudo o que possibilita novas formas de expressão além do script que a sociedade nos intima a seguir: nascer-estudar-casar-ter filhos-trabalhar-e-morrer."
"Não vivemos exatamente o que sonhamos,

vivemos o que cativamos, o que nos foi guardado, o que merecemos. Geralmente sofremos quando esperamos algo de alguém; o ideal é não esperar nada de ninguém, e se surpreender com cada ato, cada inesperado tão esperado ocultamente. Esquecemos que estes são humanos, e como tal, erram. Todos nós somos felizes e pra todos nós o sol continua brilhando. Devemos saber perder. Devemos viver e aproveitar o que nos foi oferecido, sem mais demais, e apesar de todos os apesares."
"Ela sorria por que sabia que chorar não adiantaria.
"Bonita mesmo somos nós quando ninguém está nos vendo.

(...) Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.”
Não somos apenas aquilo que pensamos ser
(...) Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos 'sem querer'."
Mas é preciso ter manha
(...) É preciso ter graça.
É preciso ter sonho sempre.
Quem traz na pele essa marca,
possui a estranha mania de ter fé na vida.”
(Milton Nascimento)
É preciso ter sonho sempre.
Quem traz na pele essa marca,
possui a estranha mania de ter fé na vida.”
(Milton Nascimento)
De aniversário.

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
Fazendo-a funcionar no limite da exaustão
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra adiante vai ser diferente…
… para você,
desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe
desejar tantas coisas
mas nada seria suficiente…
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada
minuto, rumo a sua felicidade!”
quinta-feira
Me soa como
coisa de velho poeta tarado que quer pegar menininha. Mas o juízo não deixa.
Mas é tão... triste.
Logo, achei tão lindo!
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Em negrito, meus trechos favoritos
Mas é tão... triste.
Logo, achei tão lindo!
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Em negrito, meus trechos favoritos
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