sexta-feira

Cada um tem em si, um pouco de Deus. Isso deveria ser mais valorizado. Um pouco disso que vou escrever, são palavras bastante repetidas, " mas

quais são as palavras que nunca são ditas?".

A vida é uma só. E foi uma só pra tantos que sempre deixaram tudo pra depois, e hoje já nem estão mais aqui, porque o fim deles chegou. Pra alguns mais cedo, pra outros não. Mas pra todos. E pra aqueles que ainda não chegou, vai chegar. É a unica verdade. Buscamos tantas formas de viver, tantas teorias, e acabamos todos da mesma maneira.

Todos tem o seu tempo, e a verdade é essa. Quando a morte aparece, nada mais tem importância, a não ser a vontade de continuar respirando; nem vem na mente quanto dinheiro estamos deixando, nem carro, nem casa. Tudo isso é nada. Só se quer respirar e viver, pois nos lembramos de quantas coisas não fizemos, quantos sonhos não realizamos, e que nem dissemos o quanto aquela pessoa era importante. Já era.


"Dizem que quem espera sempre alcança, então eu esperei. mas eu não alcancei."

É isso que alguns dizem quando chega o fim da linha. A mediocridade foi a única conquista. Mas eu não quero que seja a minha.

Eu não busco tanto. Eu quero demais tudo que tenho, busco a essência, a existência.
" Às vezes na derrota, está a chave da próxima vitória". Eu quero o verdadeiro das coisas mais simples. Não é doutrina de que a minha maneira tá certa. Não é pra ditar regra alguma. Eu bolei minha própria teoria, e nela eu sigo, e quero ser única cobaia. Liberdade de escolha.
Simplificar as coisas. Alguns encontram coisas complexas, vão atrás, buscam entender, e se enrolam mais e mais.
O que se passa comigo, com ele e com ela, não muda muito. No fundo, somos apenas crianças. Aprendemos as diferenças, mas não vemos nossas semelhanças. Procuramos etês e cometas, e nem cumprimentamos nossos vizinhos.

O tempo é um rio. E jogamos tanto lixo nele...Mas ele sempre leva embora. Problema é que o rio seca, mas aí já é tarde.
Esperamos um milagre do céu, porque nos ensinaram que "Deus proverá". Mas o maior presente que nos é dado, é a capacidade de respirar, de pensar, de amar. Ele deu a vida, e um dia Ele vai tirar.
Então, têm que usufruir da vida enquanto dá. O momento é sempre esse, a hora é sempre agora.
Cada um é uma obra-prima, não é necessário ninguém nem nada pra completar.
Se der sorte, antes de ir, vai encontrar aquela alma-gêmea, mas não dá par dormir enquanto espera.
Quem olha pra fora sonha. Quem olha pra dentro, vive.

Algumas coisas te complemetam e te fazem bem. Mas sozinho já se é completo, e forte, e poderoso. Acredite. Existe um lugar dentro de acda um, onde ninguém se infiltra. Que ninguém pode roubar, ou vender, e que sómente se aprimora. Chamam de ALMA.

Paciência é bom, mas muita é perigoso. Muitos esperam a vida toda por algum sinal, que muitas vezes nem vem. E acabam sem ter feito nada.

Esse é meu maior medo. Por isso, o objetivo é pelo menos, na minha hora de prestar contas, eu possa dizer que, fiz pouco, tive quase nada. Mas o que tive, eu amei muito. Eu quis muito. E se não tive mais, não foi por falta de tentativa. Que o melhor, eu dei, mas que também, não me puni muito pra isso.

Ah sim sim, pode-se pensar adiante. O pensamento tem poder, dizem. Mas não dá pra ficar só pensando. Potencial retido

Mas também há a nescessidade de dizer. Diz! Tem que falar tudo mesmo. Mas não adianta só falar, também é nescessário fazer. Porque, só vai saber o final, só vai ser feliz, depois que tudo acontecer.


Deixa em paz. Deixe viver.
Cada um sabe o que faz.

O que é que tem demais cada um ser o que é?

Cada coisa de uma vez.

Vem aprender, deixa a vida ensinar. Se não ensinar, a gente pode improvisar.

Pode ver a linha do horizonte a levitar, evitando que o céu se desmonte?

Foi seguindo essa linha que notei que o mar na verdade é uma ponte. Atravessando-o chega-se a outros litorais. E no começo da pra reparar nas diferenças.
Mas com o tempo precebe-se como as vidas são iguais. Muito mais do que se pensa.
Mudam as caras.
Mas todas podem ter as mesmas expressões
Mudam as línguas mas todas têm suas palavras carinhosas e os seus calões.
As orações e os deuses também variam,mas o alívio que eles trazem vem do mesmo lugar.
Mudam os olhos e tudo que eles olham,mas quando molham todos olham com o mesmo olhar.
Seja onde for, uma lágrima de dor tem apenas um sabor e uma única aparência.
A palavra saudade só existe em português,mas nunca faltam nomes se o assunto é ausência.

A solidão apavora mas ter um amor encoraja.
Nosso peito muitas vezes aperta.
Nossa rota é incerta
Estamos sempre na corrida.
Mas o que não é incerto na vida?

A vida é feita de pequenos nadas que agente saboreia, mas não dá valor.

Um pensamento, uma palavra, uma risada
Uma noite enluarada ou um sol a se pôr
Um bom dia, um boa tarde, um por favor
Simpatia é quase amor
Uma luz acendendo, uma barriga crescendo
Uma criança nascendo, obrigado senhor!

Seja lá quem for o senhor
Seja lá quem for a senhora

A quem quiser me ouvir e a mim mesma

Eu preciso dizer tudo o que eu estou dizendo agora
Preciso acreditar na comunicação,não há melhor antídoto pra solidão
E é por isso que eu não fico satisfeita em só sentir o que eu sinto.
Se o que sinto fica só no meu peito, por mais que eu seja egoísta, divido minhas derrotas e minhas conquistas. Incertezas e coisas esquisitas.
Nada disso me pertence
É tudo temporário no tapete voador do calendário.

Já que temos forças pra somar e dividir
Enquanto estivermos aqui
Se me ouvires cantando, canta comigo
Se me vires chorando, sorri

"(...)Mas, nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração. A principio, foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia seu significado,

nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar deveria ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deveriam sussurrar ao ouvido de mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas, algumas… Ah, algumas defenestravam.
Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais.
Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerram os documentos formais? “Nesses termos , pede defenestração..” Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em?
-Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada era a palavra exata.
Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “Defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.
Ato de atirar alguém ou algo pela janela!
Acabou a minha ignorância, mas não minha fascinação. Um ato como esse só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada a baixo. Por que então, defenestração?
Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.
- Lês defenestrations. Devem ser proibidas.
- Sim, monsieur le Ministre.
- São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.
- Sim, monsieur lê Mnistre.
-Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.
Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.
- É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor…
- Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando se da janela.
Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.
Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
-Querida…
- Mmmm?
-Há uma coisa que preciso lhe dizer…
-Fala amor.
-Sou um defenestrador.
E a noiva, na inocência, caminha para a cama:
- Estou pronta pra experimentar tudo com você. Tudo!
Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:
- Fui defenestrado…
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela."

Gatos são criaturas que sempre me causaram um certo dilema.

Desde pequena,sempre andando com meninos, aprendi a sentir aversão à gatos. Talvez meninos achem muito gay gostar de gato. Não deve pegar muito bem pra imagem deles e tal.
Depois, minha mãe alugou ' A Dama e o Vagabundo' pra eu assistir, consolidando assim, a minha hipótese de que gatos eram seres aversivos.

Porém, no fundo, sempre me causaram fascínio...Aqueles animais flutuantes, tão supremos e cheios de si. Enquanto cães vinham e faziam festa pra quem chegasse, gatos eram tão independentes!

Até que um dia, resolvi deixar meu preconceito de lado, e decidi que era hora de ter um pra mim.
De quebra, peguei logo dois.

Que bom de aprender com eles!Quanta coisa pude reparar, analisar... E confirmar: São mesmo fascinantes esses gatos!

Eles são sábios e inquietantes,eles se bastam. Só amam a quem julgam merecer.
Aqueles gritos chatos, que incomodam a tanta gente, são as negativas da gata para o acasalamento. Elas desafiam o macho primeiro a namorá-las, acarinhá-las pra só depois 'consumar o ato'

Mas a principal característica desses animais, é que eles não satisfazem as necessidades doentias do amor dos humanos.
Um gato só aceita uma relaçao de independencia e afeto. Ele não gsta de alguém porque precisa gostar pra se sentir melhor. Ele não pede amor, tampouco depende dele. Mas quando o sente, é capaz de amar muito. Talvez o gato não enxergue a aparência do homem. Ele deve nos enxergar por dentro e pelo nosso avesso.
A relação dele com o ser humano, dizem, é com o que está oculto, e nem queremos saber ou podemos ver.
Quando surge nele um ato de entrega, quando ele pula no colo de alguém e se aninha espreguiçando, é um gesto muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado.
É um gesto de extrema confiança que honra quem o está recebendo, pois significa um julgamento.

Ninguém na natureza aprendeu a bastar-se (até mesmo na higiene) a si mesmo como o gato. Gatos são muito ligados a superstições, justamente por conta de sua intuição e de sua força regeneradora.

Outra coisa também, que acho muito curioso, é que, quando se sentem ameaçados, ao invés de correrem no sentido contrário, passam correndo ao lado do perigo, como se quisessem mostrar que não se intimidam tanto,eles fogem, mas com a impressão de estarem desafiando.

É pena que o Fidel (meu gato) tenha sumido. Essa noite sonhei com ele. Talvez tenha me inspirado a escrever aqui de novo.

terça-feira

Se um cachorro fosse nosso professor, aprenderíamos coisas assim:

quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro. Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto. Mostre aos outros que estão invadindo o seu território. Tire uma sonequinha sempre e espreguice antes de levantar. Corra, pule e brinque todos os dias. Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem. Não morda quando um simples rosnado resolve a situação. Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo. Não importa quantas vezes o outro te magoa...volte e faça as pazes novamente. Aproveite o prazer de uma longa caminhada. Se alimente com gosto e entusiasmo. Nunca pretenda ser o que você não é. Se você quer se deitar embaixo da terra, cave fundo até conseguir. E o MAIS importante de tudo...Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar

Uns querem dinheiro,

outros querem um emprego.
Eu vou tipo TiM Maia: O que eu quero é sossego.

segunda-feira

Houve dias que não escrevi por falta de inspiração. Houve dias que não escrevi por inspiração demais e tempo de menos. Em todos os outros,

Em todos os outros, não escrevi porque pra escrever preciso da minha mente em paz (ou incrivelmente entupida de dúvidas), preciso da minha música ao fundo, do chimarrão perto,e do barulho gostoso das teclas a cada palavra. E claro, da TPM.

E hoje subitamente recuperei tudo, ou pelo menos parte disso. Recuperei porque percebi o quão mais solta eu fico defenestrando meus pensamentos, e até usando essas palavras conotativamente como quem não quer saber de regra nenhuma... Acho que ligar o foda-se pra algumas horas de estudo, de coisas mesquinhas também ajudou, aliás, o exercício pro ENEM fica pra amanhã de manhã. E daí?

De vez em quando acho bom deixar a parte superficial da nossa existência de lado, pra ficar olhando as estrelas no telhado de casa até mais tarde, pra caminhar sem rumo por aí ou pra botar a música no volume máximo e esquecer do mundo. Ou simplesmente pra escrever.

Quem sabe meu estilo tenha mudado um pouco, e por medo todo esse tempo escrevi só no meu caderno, escondido ao lado da cama. Daqueles textos opinativos sobre assuntos polêmicos, sobraram meu português agora não tão atualizado e todo o meu sentimentalismo. Não é de todo ruim, só deixei as dores do mundo de lado por um tempo, prá cuidar de mim, e pra amar.

O que importa é que toda aquela minha mania de escrever se libertou outra vez, e é tão melhor assim! Pensei em fazer um blog pro meu sentimentalismo, outro prás minhas idéias, outro pros meus planos, outro pro meu dia-a-dia, outro pros meu amor, outro pra criticar o mundo inteirinho...

Mas isso seria uma fragmentação exagerada da minha personalidade. Agora eu vi que a graça é tudo junto mesmo, misturado, confuso e louco; assim como eu sou.