Em todos os outros, não escrevi porque pra escrever preciso da minha mente em paz (ou incrivelmente entupida de dúvidas), preciso da minha música ao fundo, do chimarrão perto,e do barulho gostoso das teclas a cada palavra. E claro, da TPM.
E hoje subitamente recuperei tudo, ou pelo menos parte disso. Recuperei porque percebi o quão mais solta eu fico defenestrando meus pensamentos, e até usando essas palavras conotativamente como quem não quer saber de regra nenhuma... Acho que ligar o foda-se pra algumas horas de estudo, de coisas mesquinhas também ajudou, aliás, o exercício pro ENEM fica pra amanhã de manhã. E daí?
De vez em quando acho bom deixar a parte superficial da nossa existência de lado, pra ficar olhando as estrelas no telhado de casa até mais tarde, pra caminhar sem rumo por aí ou pra botar a música no volume máximo e esquecer do mundo. Ou simplesmente pra escrever.
Quem sabe meu estilo tenha mudado um pouco, e por medo todo esse tempo escrevi só no meu caderno, escondido ao lado da cama. Daqueles textos opinativos sobre assuntos polêmicos, sobraram meu português agora não tão atualizado e todo o meu sentimentalismo. Não é de todo ruim, só deixei as dores do mundo de lado por um tempo, prá cuidar de mim, e pra amar.
O que importa é que toda aquela minha mania de escrever se libertou outra vez, e é tão melhor assim! Pensei em fazer um blog pro meu sentimentalismo, outro prás minhas idéias, outro pros meus planos, outro pro meu dia-a-dia, outro pros meu amor, outro pra criticar o mundo inteirinho...
Mas isso seria uma fragmentação exagerada da minha personalidade. Agora eu vi que a graça é tudo junto mesmo, misturado, confuso e louco; assim como eu sou.
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