Por que algum rumo sempre deve ser dado ao produto da massa cinzenta. Sempre.
segunda-feira
Maria Manu
Do tipo de amor forte, especial e pétro, imutável. Imensurável.
unca consigo descrever muito ela.
Unicamente porque, qualquer coisa que eu diga, nunca vai fazer jus.
Eu nunca vou saber explicar o amor que se pode ter por um filho.
Desnecessário falar muito.
Eu tenho uma princesa em casa! Do jeito que se sonha com menininhas. Cachinhos, buchechas cor de rosa, carinhosa, e é um furacão.
unca consigo descrever muito ela.
Unicamente porque, qualquer coisa que eu diga, nunca vai fazer jus.
Eu nunca vou saber explicar o amor que se pode ter por um filho.
Desnecessário falar muito.
Eu tenho uma princesa em casa! Do jeito que se sonha com menininhas. Cachinhos, buchechas cor de rosa, carinhosa, e é um furacão.
"E mesmo sem te ver, acho que estou indo bem ..."
Faz um bom tempo que eu não escrevo, só pra variar um pouco. Eu diminuí o ritmo. Tem vezes que me vem idéias bem boas, mas como eu não anoto, acabam ficando esquecidas.
Não vou dar aquele desdobre antigo, de que a vida tá corrida, porque, ela continua praticamente do mesmo jeito (chatinha, mas eu até que gosto assim...)
A incidência de um amor na minha vida, ocupa os espaços que antes sobravam.
A vida é boa. Não que algumas vezes ela seja ruim. Mas quando se tem um amor, sabe-se sempre da existência de um sol que nunca para de brilhar, mesmo que visto de baixo, as nuvens de tempetade estejam pretas.
Houveram algumas coisas, com as quais eu nunca teria sonhado. Nem pesadelado.
O pai se foi. E ainda me é estranho e doloroso escrever sobre isso.
É velha e clichê e manjada, a histórinha do "filme que passa". E eu detesto repetir coisas. Mas funciona assim mesmo. Num momento , tu tem todos os planos do mundo. O caminho trilhado e sendo seguido em uma direção. Mas de repente, não mais que de repete, tu percebe o quão frágil é a vida.
Eu ia morar lá com ele, agora ainda na metade do ano. Seria bom. Falei disso pra ele, não fazia um dia ainda.
Porque a última vez que falei com ele, era de noite, eu tava saindo do cursinho.
Ele me ligou.
E de manhã, por volta das 11, ele se foi.
Daí me vêm na cabeça, todos os momentos que tive com ele. Todas as coisas que tão guardadas pra sempre, e as coisas que ele me ensinou.
De quando morávamos pra fora, dos cavalos, das vacas, e de ver ele fazendo a lida , e da vontade que me dava de ser menino, pra fazer as mesmas coisas.
De quando fui morar com ele, depois que se divorciou da mãe, de quando vomitei toda a escada, da maneira como ele cortava o meu cabelo,do jeito que estragou minha franja uma vez, do bubaloo que eu ganhava todo dia antes de ir pra aula, das aulas de laço, naquelas vacas paradas, e de como ele me deixava fazer o que quisesse na loja e com ele. Eu era a única criança da minha turma,que assistia Sai de Baixo.
Isso não era lá muito responsável da parte dele, mas pra um cara solteiro, é admirável. Era um solteirão com uma menininha.
Inventava mil histórias. Eu pedia pra ele me colocar no balé, mas ele me levava pro bar, pra assistir o jogo (quando não ouvíamos em casa mesmo, na Gaúcha AM).
Me deixa escolher minhas roupas pra ir pra aula.
E, depois que fui morar com a mãe, em outra cidade, nunca, NUNCA desistiu de mim. Mesmo que tivessem nos afastado, ele sempre quis me ver,sempre foi atrás, mesmo que eu dissesse que não queria vê-lo.
Eu nunca entendi muito sobre pais. Pra mim, eles não tinham a obrigação de gostar dos filhos, não precisavam se incomodar, afinal a "embuxada" era a mãe.
Era isso que eu ouvia enquanto crescia pelo menos.
E admirava aqueles caras nas pracinhas, com os filhos, que mostravam no rosto que realmente, REALMENTE estavam afim de estar lá. Que não era só obrigação. Que realmente amavam os filhos, e não se importavam de estar cheios de areia, de ficar embalando por 2456837 horas o mesmo brinquedo.
Depois de uns anos, depois que a manu já tava aí, foi quando comecei a conviver com ele de maneira mais seguido. Talvez ele tenha querido retomar o tempo perdido...
Em cada encontro, era tanta coisa por compartilhar, são tantas TANTAS lembranças, tanto aprendizado, tantos momentos,em tão pouco tempo! Como se ele tivesse zipado todos os momentos de toda uma vida. e passasse isso em um só final de semana.
Diz a Tia Paula que um dia antes do acidente, antes de me ligarem, o pai disse que era a pessoa mais feliz. Feliz por ter ela de mulher, e pelas filhas que tinha. Por , nos finais de semana, poder ir lá pra fora, e lidar com as coisas que ele gostava. Mas, que a felicidade só seria completa, somente no momento em que eu e a Manuella fossemos morar com eles. Pena, eu deveria ter ido antes. Nada me impedia.
Mas eu não estou com aquela culpa não. Não tenho outro arrependimento, senão, não ter passado mais tempo com ele.
Eu sempre fiz questão de agradecer cada conselho dado. Eu gostava de ser a " daddy's girl", acho que, mesmo sabendo das minhas imperfeições, ele se orgulhava de mim, pois se via em mim. Tanto na patetice, quanto na nossa fibra.
É nóis pai.
Não aprendi a tocar violão como o tu queria, nem parei de encher o sorvete de porcaria, e tampouco, fui menos preguiçosa e menos pateta. Porém, tenha certeza que aprendi a ser forte contigo. Foi meu melhor exemplo de família. Vão- se os mestres, ficam-se os ensinamentos.
E sempre vai estar presente em qualquer coisa que eu fizer. Eu te amo pra sempre. Obrigada por ter me amado de verdade. Obrigada por sempre me dizer que estaria ali pra me levantar dos tombos, por acreditar que o meu futuro seria bom. Que eu era inteligente e principalmente, que eu era boa. Uma menina precisa disso.
Não vou dar aquele desdobre antigo, de que a vida tá corrida, porque, ela continua praticamente do mesmo jeito (chatinha, mas eu até que gosto assim...)
A incidência de um amor na minha vida, ocupa os espaços que antes sobravam.
A vida é boa. Não que algumas vezes ela seja ruim. Mas quando se tem um amor, sabe-se sempre da existência de um sol que nunca para de brilhar, mesmo que visto de baixo, as nuvens de tempetade estejam pretas.
Houveram algumas coisas, com as quais eu nunca teria sonhado. Nem pesadelado.
O pai se foi. E ainda me é estranho e doloroso escrever sobre isso.
É velha e clichê e manjada, a histórinha do "filme que passa". E eu detesto repetir coisas. Mas funciona assim mesmo. Num momento , tu tem todos os planos do mundo. O caminho trilhado e sendo seguido em uma direção. Mas de repente, não mais que de repete, tu percebe o quão frágil é a vida.
Eu ia morar lá com ele, agora ainda na metade do ano. Seria bom. Falei disso pra ele, não fazia um dia ainda.
Porque a última vez que falei com ele, era de noite, eu tava saindo do cursinho.
Ele me ligou.
E de manhã, por volta das 11, ele se foi.
Daí me vêm na cabeça, todos os momentos que tive com ele. Todas as coisas que tão guardadas pra sempre, e as coisas que ele me ensinou.
De quando morávamos pra fora, dos cavalos, das vacas, e de ver ele fazendo a lida , e da vontade que me dava de ser menino, pra fazer as mesmas coisas.
De quando fui morar com ele, depois que se divorciou da mãe, de quando vomitei toda a escada, da maneira como ele cortava o meu cabelo,do jeito que estragou minha franja uma vez, do bubaloo que eu ganhava todo dia antes de ir pra aula, das aulas de laço, naquelas vacas paradas, e de como ele me deixava fazer o que quisesse na loja e com ele. Eu era a única criança da minha turma,que assistia Sai de Baixo.
Isso não era lá muito responsável da parte dele, mas pra um cara solteiro, é admirável. Era um solteirão com uma menininha.
Inventava mil histórias. Eu pedia pra ele me colocar no balé, mas ele me levava pro bar, pra assistir o jogo (quando não ouvíamos em casa mesmo, na Gaúcha AM).
Me deixa escolher minhas roupas pra ir pra aula.
E, depois que fui morar com a mãe, em outra cidade, nunca, NUNCA desistiu de mim. Mesmo que tivessem nos afastado, ele sempre quis me ver,sempre foi atrás, mesmo que eu dissesse que não queria vê-lo.
Eu nunca entendi muito sobre pais. Pra mim, eles não tinham a obrigação de gostar dos filhos, não precisavam se incomodar, afinal a "embuxada" era a mãe.
Era isso que eu ouvia enquanto crescia pelo menos.
E admirava aqueles caras nas pracinhas, com os filhos, que mostravam no rosto que realmente, REALMENTE estavam afim de estar lá. Que não era só obrigação. Que realmente amavam os filhos, e não se importavam de estar cheios de areia, de ficar embalando por 2456837 horas o mesmo brinquedo.
Depois de uns anos, depois que a manu já tava aí, foi quando comecei a conviver com ele de maneira mais seguido. Talvez ele tenha querido retomar o tempo perdido...
Em cada encontro, era tanta coisa por compartilhar, são tantas TANTAS lembranças, tanto aprendizado, tantos momentos,em tão pouco tempo! Como se ele tivesse zipado todos os momentos de toda uma vida. e passasse isso em um só final de semana.
Diz a Tia Paula que um dia antes do acidente, antes de me ligarem, o pai disse que era a pessoa mais feliz. Feliz por ter ela de mulher, e pelas filhas que tinha. Por , nos finais de semana, poder ir lá pra fora, e lidar com as coisas que ele gostava. Mas, que a felicidade só seria completa, somente no momento em que eu e a Manuella fossemos morar com eles. Pena, eu deveria ter ido antes. Nada me impedia.
Mas eu não estou com aquela culpa não. Não tenho outro arrependimento, senão, não ter passado mais tempo com ele.
Eu sempre fiz questão de agradecer cada conselho dado. Eu gostava de ser a " daddy's girl", acho que, mesmo sabendo das minhas imperfeições, ele se orgulhava de mim, pois se via em mim. Tanto na patetice, quanto na nossa fibra.
É nóis pai.
Não aprendi a tocar violão como o tu queria, nem parei de encher o sorvete de porcaria, e tampouco, fui menos preguiçosa e menos pateta. Porém, tenha certeza que aprendi a ser forte contigo. Foi meu melhor exemplo de família. Vão- se os mestres, ficam-se os ensinamentos.
E sempre vai estar presente em qualquer coisa que eu fizer. Eu te amo pra sempre. Obrigada por ter me amado de verdade. Obrigada por sempre me dizer que estaria ali pra me levantar dos tombos, por acreditar que o meu futuro seria bom. Que eu era inteligente e principalmente, que eu era boa. Uma menina precisa disso.
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