sexta-feira

O sapo que permaneceu sapo, e outras aventuras...

Os nomes foram trocados para preservar a identidade das vítimas... irri ;~~


Era uma vez uma menina. Era uma vez um menino. Eles não se conheciam. Se conhecerem pela internet (qualquer semelhança é mera coincidência).
Em qualquer lugar da internet, isso fica a critério da imaginação de cada um.

Bom, o fato é que, depois de algumas conversas, eles decidiram se conhecer, em algum evento qualquer, que também não vem ao caso, mas poderia ser algo que os dois gostassem.
Então, conheceram-se pessoalmente, e foi tudo ótimo, ele não era exatamente como ela imaginava, provavelmente ela também não era bem o que ele tinha imaginado.
Passaram uma tarde boa juntos. Pelo que o menino demonstrava, tinha gostado da menina, a menina também , de certa forma tinha gostado, mas acontece que , como a maioria das mulheres, ela era muito desconfiada, e resolveu não pensar tão cedo em sentimentos, afinal,ele era uma pessoa de longe, desconhecida, e parecia mais razoável não ir com tanta sede ao pote.
Chegando em casa, ela sentiu que podia ter realmente gostado, mas preferiu não pensar mais no assunto, por_ pausa aqui: ‘’medo de se entregar’’ é um tanto brega, mas não faço idéia de como colocar, a pessoa que contou essa história usou assim,então, vai assim.
Então, ela preferiu não se entregar logo, pois tinha medo de muita coisa, de se decepcionar, de se apressar...
Todos os dias eles se falavam virtualmente. E recadinhos melosos pra cá, recadinhos melosos pra cá, conversinhas aqui e ali, resolveram se ver novamente.
Dessa vez não seria só a tarde, seria o dia!
A expectativa dela era grande! Ele a buscou e foram comer alguma coisa boa em algum lugar bom com algum lanche bom. Eles não faziam muita idéia do que fariam o resto do dia, mas sabiam que qualquer coisa seria boa, pois a vontade de estarem juntos era mútua.
O que fizeram depois não faz tanta diferença, talvez tenham ido à um parque, tomaram um chimarrão, ou não.
Talvez depois tenham ido pra casa dele, onde talvez ela tenha conhecido os pais dele, talvez tenham aproveitado o frio daquele dia, (sim era um dia frio) deitados embaixo do edredom abraçados e talvez tenham assistido um filme qualquer...Talvez não tenham assistido nem um pouco do filme por tinham alguma coisa muito mas divertida pra fazer, se é que me entendem...
Talvez tenha sido isso que aconteceu..ou talvez não. Não sei e não importa.
O que importa é que aquele dia foi muito bom, pros dois. Ela sabia que estava gostando dele, daquele jeito que às vezes gostamos, de repente, meio sem querer. Perigoso gostar assim, geralmente é algo meio no escuro. Iludimo-nos fácil, criamos expectativas rápido demais, pois não conseguimos raciocinar direito. Equação trágica: Expectativa x pressa (paixão+ilusão)= Decepção.
Depois dessa vez, nunca mais se viram.
Mas não foi porque não quiseram. No começo, sempre planejavam, mas nunca dava. O menino talvez tivesse receio de ir até a cidade da menina. A menina, tinha dias que tinha outras coisas a fazer, e, com muita tristeza, informava o menino de que não daria.
Enquanto isso, eles continuavam a se falar, e continuavam com os recadinhos. Menino era legal, Menina gostava da inteligência e do senso de humor dele. (a menina até hoje não resiste à inteligência combinada com bom humor, ainda mais quando vem acrescida de um belo sorrisinho).
Mas acontece que Menino era desconfiado também. E era um pouco ciumento.Achava que a menina dava bola pra outros meninos, e não conseguia confiar na menina. Talvez pelo fato de terem se conhecido pela internet e terem se conhecido rapidinho, ele tenha julgado mal a menina, mas o que ele ao sabia era que ela só foi, por que tinha certeza que ele seria legal.Ela tinha um ótimo 6º sentido, e, bom, quem não arrisca não petisca!
Enfim, o menino, por não confiar na menina, e por ter um conhecimento limitado dela, começou a supor coisas que não eram reais. A menina, ao ver que o menino começava a agi diferente, começou a estranhar. E foi aí que acabou a historinha bonitinha dos dois.
Na verdade, não foi bem aí. Ela ainda se enrolou por mais alguns meses, o menino magoou a menina de verdade, a menina magoada, se afastou do menino, mesmo ainda querendo beijá-lo apenas mais uma vez. A menina não agiu certo também. Por muitos motivos, entre eles, não se valorizar, não perceber que o que o menino sentia não era tão intenso quanto o que ela sentia. Ela acabou vivendo mais coisas com esse menino na própria imaginação, do que na realidade.
Depois do erro dos dois, eles deveriam ter parado de insistir.
Ele deveria ter sido claro com ela. Ela deveria ter sido mais madura. Ele deveria ter tido mais atitude, ela também.
Uma relação cheia de ‘’se’’ nunca pode dar certo.
Eu contei essa história, apenas pra mostrar que , às vezes, a culpa de algo não dar certo é só nossa. A importância de deixar tudo sempre esclarecido, de deixar ambas as partes seguras, é de importância imensurável.


Então tá. Tá aí. O conto de fadas real. :p

Só pra deixar um pouco mais claro: Hoje Menina está muito bem obrigada, e o menino continua o mesmo. Menina cresceu e aprendeu com o que aconteceu.Menino não.
Mas acredita que a safada da menina, ainda tem vontade de beijar o menino de novo?

É, mulher é fogo!

Essa foi uma noite estranha...

Foi sim. Não apenas porque perdi um jogo do Tricolor, nem porque apaguei subitamente, e acordei tão subitamente quanto adormeci.
Mas porque hoje, realmente, foi um dia incomum.

Digo isso porque foi um dia repleto de coisas boas, coisas que me fizeram pensar, e hoje raciocinei e analisei alguns fatos, de um modo que não ocorre com tanta frequência. Hoje foi assim...meio que'Iluminado'!


A começar pela manhã. O tempo inteiro, conceitos caem, e a nossa forma de pensar, vai aos poucos , mudando. Tu começas a ver e entender as coisas de maneira diferente.
E eu acho que essa é uma das dádivas de ser uma pessoa evoluída (não me refiro a mim né, mas à espécie Homo sapiens em geral).


Existe uma comunidade que eu acessava todos os dias , mas eu nunca postava nada, apenas lia algumas coisas que julgava interessante. Não postava por vergonha talvez, insegurança talvez, preguiça talvez, ou pelo fato de achar todos babacas...(é,talvez).
Enfim, não me lembro porque cargas d'água foi que comecei a postar, mas não vem ao caso.
E, pra minha surpresa, rendeu!
Sim, senhores! Rendeu uma manhã inteira de conversa boa, e eu acho que tenho um dom pra achar gente legal (só pode!)! Eu vi que há vida inteligente (e muitas) em comunidades de futebol!


E uma pessoa especificamente , me chamou a atenção, mais ou menos como um imã. Foi uma simpatia instantânea, uma curiosidade, admiração..Tudo isso junto, se é que alguém entende.E tive a certeza de que eu poderia conversar por horas com essa pessoa!Assim, "à la loca". Mesmo sem conhecer e sem nem saber por onde começar. Casos de amizade à primeira vista.

***


Mais tarde, fui na casa de uma amiga, E confirmei mais uma vez (eu já sabia) a quão absurdamente única é a nossa relação. Não existe pessoa no mundo que me conheça tão bem, que me entenda tão bem, e tenha um jeito de me fazer entender algumas coisas tão bem quanto ela. Eu desejo uma amizade assim pra todos,do fundo do meu coração!

Eu tenho orgulho e uma gratidão imensa por poder encher a boca pra dizer: EU TENHO UMA SORTE DO CARAALHO

Porque tenho amigos verdadeiros. Porque tenho poucos e bons (excelentes) amigos. Todos que assim considero, tenho a mais absoluta certeza de que posso confiar plenamente. Até aqueles que estão mais distantes, tenham certeza de que o lugar aqui no lado esquerdo do peito permanece! Esses amigos são parte de mim. Longe deles sinto como se estivesse sem os dentes da frente..
Fica aqui registrado o meu amor por vocês! Tem horas que sinto que eu poderia escrever depoimentos gigantescos falando de como eu os amo, de como são únicos e importantes pra mim...Problema é que meu déficit de atenção faz com que logo eu me distraia , e a minha vontade acabe por cair em procrastinação. Tem um poema lindo, que fala tudo:


“Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!”




***


Mais uma coisa: Vou me mudar! Isso sempre foi pra mim, uma coisa muito peculiar sabe? Eu começo a encarar a casa que está prestes a ser abandonada com certa nostalgia. Olho-a de uma maneira diferente. São duas da manhã agora, e acabei de voltar lá de fora, do pátio, onde estive sentada, olhando pras estrelas, como faço vez e outra há uns 5 ou 6 anos. A noite está estranha hoje, porque parece uma fotografia sabe? Parada, sem vento, nem faz tanto frio quanto poderia estar fazendo.Não tem nenhum cachorro latindo, e até as estrelas não estão piscando muito. A lua ilumina tudo, está particularmente bonita hoje. Até tem algumas nuvens no céu que parecem desenhos.
Olhei pras árvores ao fundo de casa, é um mato bem fechado, que, quando tem vento forte, faz um barulho que parece o barulho do mar. Sempre gostei de ouvir...
Olhei pro terraço onde por muitas vezes, refleti sobre muitas coisas, onde ia quando queria fugir de todos (acreditem, ninguém me achava ali!). Onde eu ficava com o Colt quando ficava completamente sozinha em casa no final de semana...
Ali também já superei muitas coisas difíceis...
Olhei pro lugar onde costumava deitar , lá na grama, perto da piscina, e ficava procurando constelações, como nunca soube direito o nome destas constelações, eu inventava!
Vim pro quarto agora, e me pus a escrever. Lembrar de tudo isso me faz perceber que nunca morei tanto tempo em algum lugar. Aqui virei gente grande! Mas isso tudo não é problema, é só nostalgia. Vou sair daqui rapidinho, sem delongas.


***

Maais uma coisa importante pra deixar registrado!![/tiodojackchan]
Hoje fui fazer a Manuella dormir, e comecei a contar uma história. Inventei uma coisa louca,esquecer de incluir aqueles detalhes que deixam toda criança atenta à uma história...
E, nossa! Foi incrível! Os olhinhos dela grudados em mim, prestando uma atenção absurda e absorvendo cada palavrinha que saia da minha boca! Que sensação bem boa! *.*
E os olhos da manu! Ahhhhh!!Os olhos dela são únicos e tão intensos! E não é corujice minha.