sexta-feira

Gatos são criaturas que sempre me causaram um certo dilema.

Desde pequena,sempre andando com meninos, aprendi a sentir aversão à gatos. Talvez meninos achem muito gay gostar de gato. Não deve pegar muito bem pra imagem deles e tal.
Depois, minha mãe alugou ' A Dama e o Vagabundo' pra eu assistir, consolidando assim, a minha hipótese de que gatos eram seres aversivos.

Porém, no fundo, sempre me causaram fascínio...Aqueles animais flutuantes, tão supremos e cheios de si. Enquanto cães vinham e faziam festa pra quem chegasse, gatos eram tão independentes!

Até que um dia, resolvi deixar meu preconceito de lado, e decidi que era hora de ter um pra mim.
De quebra, peguei logo dois.

Que bom de aprender com eles!Quanta coisa pude reparar, analisar... E confirmar: São mesmo fascinantes esses gatos!

Eles são sábios e inquietantes,eles se bastam. Só amam a quem julgam merecer.
Aqueles gritos chatos, que incomodam a tanta gente, são as negativas da gata para o acasalamento. Elas desafiam o macho primeiro a namorá-las, acarinhá-las pra só depois 'consumar o ato'

Mas a principal característica desses animais, é que eles não satisfazem as necessidades doentias do amor dos humanos.
Um gato só aceita uma relaçao de independencia e afeto. Ele não gsta de alguém porque precisa gostar pra se sentir melhor. Ele não pede amor, tampouco depende dele. Mas quando o sente, é capaz de amar muito. Talvez o gato não enxergue a aparência do homem. Ele deve nos enxergar por dentro e pelo nosso avesso.
A relação dele com o ser humano, dizem, é com o que está oculto, e nem queremos saber ou podemos ver.
Quando surge nele um ato de entrega, quando ele pula no colo de alguém e se aninha espreguiçando, é um gesto muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado.
É um gesto de extrema confiança que honra quem o está recebendo, pois significa um julgamento.

Ninguém na natureza aprendeu a bastar-se (até mesmo na higiene) a si mesmo como o gato. Gatos são muito ligados a superstições, justamente por conta de sua intuição e de sua força regeneradora.

Outra coisa também, que acho muito curioso, é que, quando se sentem ameaçados, ao invés de correrem no sentido contrário, passam correndo ao lado do perigo, como se quisessem mostrar que não se intimidam tanto,eles fogem, mas com a impressão de estarem desafiando.

É pena que o Fidel (meu gato) tenha sumido. Essa noite sonhei com ele. Talvez tenha me inspirado a escrever aqui de novo.

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