De algumas coisas eu tenho medo. Coisas que eu não temia, das quais hoje fujo.
Algumas coisas pra mim, faziam todo o snetido do mundo, mas hoje, não passam de borrões de tinta em um papel toalha de alta absorção.
São desenhos abstratos e sem sentido algum.
Aí eu faço uma pose bem blasé, ponho a mão no queixo. Penso. Procuro um significado. Não há.
É o passado. São as memórias, as crises e todos esses processos que pra nada mais servem, a não ser para catalizarem, acelerarem essas evoluções digimônicas.
Hoje eu acho que eu me encontro no estágio 3. Do alto dos meus 20 anos, uma caricatura daquilo que eu sonho ser. Uma segunda linha mais barata, de amontoados de sonhos e coisas que dinheiro algum compra.
Poético não? Grande bosta. Poético o caralho digo eu.
Sem metáforas. To cansada de só falar assim, metafóricamente.
Sendo as relações interpessoais tão complicadas como já são, pra quê eu complico as coisas, colocando mais ruído na ligação?
O que eu queria, e tenho me esforçado para essa "querência" aconteça, é uma auto-compreensão.
Não quero mais as analogias que, sorrindo, finjo que entendo.
Se eu sair do teu lado, e caminhar para um canto de onde eu possa observar tudo, não se preocupe. Não aconteceu nada. Não comigo. Aconteceu com tudo ao meu redor.
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