quarta-feira

Esternocleidomastoideu. O músculo do pescoço

Vi uma vida com alguém que não estava lá; e filhos, que também não haviam nascido, brincavam numa ceia que não existia.Desfaziam brincadeiras. Desistiam. Não culpe o calor modorrento. Corre. Corre e apenas vai. O desimportante é a falta de rumo. A velocidade vem voando, vencendo vidas, voando vezes. Vencendo vigas. Vingando a mão.
Falece o rubor da face, em fases tras dor. Em outras rancor. Algumas vezes, somente_ e quem sabe, amor.
Que piada! Rói a tua lembrança pequena, de algo que não existe. De algo que nem insiste. Como a foice no mato, desfaça teu barato!Que logo já é sono. Revira nessa cama dura!
Eu vejo o interior. Eu sinto a alma, que também deveria estar lá. Enchergas? Isso te cansa? E a quem isso importa?
Aos poucos teu cansaço fenece. Tua ilusão adoece, enfraquece. E de repente, naõ mais que de repente, aquele instante de covardia que te sustenta, cai. Cai e padece.
Retorna ao mundo, anjo infeliz! Cuida do teu nariz, que desse modo não serás lembrado! Deixe enforcados todos os querubins!
Esse sopro mal amado, filho desalmado, teu âmago desolado, mais tem é que ficar aí.
Corre! Corre que a vida segue. Prossegue, persegue...
Corre que um dia vai. O rumo chega, ou não. Porém só vês o hoje! O hoje cega. O hje chora. O hoje cega.
A vida está lá. O resto, não.

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