Por que gosto de ir conversando a vida aos poucos, como quem não tem pressa de acontecer. De poder rir da sua letra, tão desenhada. Ver que você se esforça pra ser sempre melhor. E achar isso completamente afrodisíaco.Fazer e gostar das mesmas coisas por mero acaso, e não por indicação, ou combinação. E ainda assim, adorar a adversidade de gostos, nos separando em algumas afinidades. Lembrar de algum momento memorável, e sorrir sozinha, um pouco boba e totalmente insana. Pensar em você, e bobagens purpurinadas brilharem na minha mente. E num atentado de loucura ao meu pudor, comprar alguma coisa que te lembra a infância e colocar num ônibus, para surpreender de qualquer maneira. Sorrir me sentindo quase uma lagartixa; esmagada na parede, sob a sua respiração forte na minha orelha miúda. Conversar sobre o meu futuro, e o seu. Ouvir atenta as sugestões que você sempre me dá do que fazer, de que caminho seguir. Fechar os olhos, quando você beija a minha testa. Roçar o meu rosto no teu, porque eu acho beijo-de-esquimó o gesto mais simples, e ao mesmo tempo mais puro, de amor.
Apreciar até mesmo o boné que detesto, e que você coloca apenas quando o cabelo não tá bom; ter um carinho pelo chinelorosa com meia da tua mãe, mas que tu usa. Querer viajar o mundo na tua companhia- se fosse o litoral, eu já ficaria feliz. Amar o teu perfume; e senti-lo em todo lugar qualquer, ou apenas fechando os olhos e buscando na memória. Qualquer toque, e cógegas; e logo depois, rir de tamanha sensibilidade. Te encontrar nem que seja por algumas horas, suficientes pra me fazer feliz até um próximo encontro. Não existe uma razão, e sim, tantas. E ao mesmo tempo, nenhuma. Gosto, porque gosto. E não precisa ser dito. Se eu realmente explicasse, nem o tempo seria exato, as palavras me fugiriam, e eu gaguejaria, aposto todas.
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